Economia
A levar cada vez mais passageiros, Carris Metropolitana pede obras nos terminais para evitar "tensões"
A marca de autocarros da Área Metropolitana de Lisboa transportou mais 15 por cento de passageiros entre maio de 2024 e 2025, com subidas em todos os concelhos da região, não deixando de apontar que são precisas intervenções nos terminais de transporte para responder à procura.
Satisfeito com a adesão registada, o administrador Rui Lopo diz que os terminais precisam de "adaptações" e que isso leva "tempo e paciência".
Numa conferência de imprensa para fazer o balanço do último ano de atividade, a Antena 1 recordou a situação que aconteceu no terminal da Portela de Sintra, em que um autocarro ficou com a porta partida de tão cheio que estava, depois de uma entrada de passageiros feita aos empurrões.
Questionado sobre se a procura crescente registada nos autocarros e nos terminais está a levar a mais problemas semelhantes, Rui Lopo reconhece que "já houve mais situações tensas".
"O fundamental é não desistir e criar andamento para que as coisas se resolvam, e está a criar-se andamento nos diferentes layers", referindo-se às câmaras municipais e outros intervenientes em soluções de futuro, mas também a pensar no curto prazo.Rui Lopo anunciou que o terminal da Portela de Sintra vai ter uma redistribuição das carreiras do lado norte e do lado sul da estação.
Sobre a crescente procura, os concelhos da Moita e de Palmela foram os que tiveram o maior crescimento da média de passageiros transportados de autocarro, chegando aos 28 por cento, enquanto o Barreiro fixou-se nos 26 por cento.
De maio de 2024 para maio de 2025, a média diária de validações de passageiros subiu de 619.007 para 710.529.
Olhando para dados globais, entre os meses de maio dos dois anos o número total de passageiros cresceu de 15.345.047 para 17.703.589.
Rui Lopo assume vontade da Carris Metropolitana em estender o período das ligações à praia, que neste momento vai até 31 de agosto, mas não esquece que a empresa está sujeita "a uma grande pressão com a entrada no período escolar".
Numa conferência de imprensa para fazer o balanço do último ano de atividade, a Antena 1 recordou a situação que aconteceu no terminal da Portela de Sintra, em que um autocarro ficou com a porta partida de tão cheio que estava, depois de uma entrada de passageiros feita aos empurrões.
Questionado sobre se a procura crescente registada nos autocarros e nos terminais está a levar a mais problemas semelhantes, Rui Lopo reconhece que "já houve mais situações tensas".
"O fundamental é não desistir e criar andamento para que as coisas se resolvam, e está a criar-se andamento nos diferentes layers", referindo-se às câmaras municipais e outros intervenientes em soluções de futuro, mas também a pensar no curto prazo.Rui Lopo anunciou que o terminal da Portela de Sintra vai ter uma redistribuição das carreiras do lado norte e do lado sul da estação.
Sobre a crescente procura, os concelhos da Moita e de Palmela foram os que tiveram o maior crescimento da média de passageiros transportados de autocarro, chegando aos 28 por cento, enquanto o Barreiro fixou-se nos 26 por cento.
Com exceção de Alcochete e Sesimbra, todos os municípios da margem sul do Rio Tejo registaram subidas superiores a 20 por cento, ao passo que, na ponta oposta, os crescimentos mais modestos foram em Loures, Odivelas (ambos com oito por cento) e Alcochete (11 por cento).
Olhando para dados globais, entre os meses de maio dos dois anos o número total de passageiros cresceu de 15.345.047 para 17.703.589.
Nos dados apresentados pela Carris Metropolitana relativos à sua operação no último ano, apenas 8% das viagens tiveram um atraso superior a cinco minutos desde o início de 2024, com um atraso médio registado de dois minutos. Mais de 97 por cento dos serviços foram cumpridos na Área Metropolitana de Lisboa.
"Trabalho contínuo" da velocidade e reforços em Mafra
A cada vez mais baixa velocidade comercial dos autocarros da Carris, em Lisboa, tem sido apontada como um sintoma de problemas no trânsito da cidade com vários causas.
Questionado sobre se tem havido espaço para aumentar as faixas BUS fora de Lisboa, o administrador da Carris Metropolitana, Rui Lopo, diz que esse é um "trabalho contínuo", uma questão que começa a ser tema de discussão interna.
Reconhecendo a importância desses corredores, defende também que "o problema pode não estar apenas na rede municipal" e que as infraestruturas viárias "nem sempre têm espaço".
O foco dos Transportes Metropolitanos de Lisboa, gestora desta marca de autocarros, aponta para que todos "tenham um comportamento que dê prioridade ao autocarro na estrada", ideia central de uma campanha que vai ser lançada a pensar nos "utilizadores da estrada".
À noite, os autocarros da Carris Metropolitana reforçaram a utilização da estrada, e com eles os passageiros: Rui Lopo fala de uma boa adesão aos reforços e às carreiras noturnas lançadas em abril, das 20 horas às 4 horas, mas afirma que para já não há previsão para lançar novas carreiras.
Sobre o eixo Ericeira - Mafra - Lisboa, a transportadora regista um aumento de procura para a qual a oferta não estava preparada e anunciou que vai reforçá-la a partir da próxima semana."Esse eixo tem uma grande pressão", explica, estando mais carregado durante o tempo de aulas universitárias e havendo "vários núcleos pelo caminho, com dois desejos de percurso: os que querem vir rápido para Lisboa através da autoestrada, e os que percorrem todas as estações".
Rui Lopo defende que este eixo deveria estar servido pela ferrovia e, noutro ponto da área metropolitana, aguarda pela concretização da terceira travessia no Rio Tejo, entre Chelas e Barreiro.
Havendo estas alternativas, a redução dos serviços da Carris Metropolitana permitiria fazer "os serviços mais capilares, locais, com ligações dos bairros às interfaces", considera.
Questionado sobre se tem havido espaço para aumentar as faixas BUS fora de Lisboa, o administrador da Carris Metropolitana, Rui Lopo, diz que esse é um "trabalho contínuo", uma questão que começa a ser tema de discussão interna.
Reconhecendo a importância desses corredores, defende também que "o problema pode não estar apenas na rede municipal" e que as infraestruturas viárias "nem sempre têm espaço".
O foco dos Transportes Metropolitanos de Lisboa, gestora desta marca de autocarros, aponta para que todos "tenham um comportamento que dê prioridade ao autocarro na estrada", ideia central de uma campanha que vai ser lançada a pensar nos "utilizadores da estrada".
À noite, os autocarros da Carris Metropolitana reforçaram a utilização da estrada, e com eles os passageiros: Rui Lopo fala de uma boa adesão aos reforços e às carreiras noturnas lançadas em abril, das 20 horas às 4 horas, mas afirma que para já não há previsão para lançar novas carreiras.
Sobre o eixo Ericeira - Mafra - Lisboa, a transportadora regista um aumento de procura para a qual a oferta não estava preparada e anunciou que vai reforçá-la a partir da próxima semana."Esse eixo tem uma grande pressão", explica, estando mais carregado durante o tempo de aulas universitárias e havendo "vários núcleos pelo caminho, com dois desejos de percurso: os que querem vir rápido para Lisboa através da autoestrada, e os que percorrem todas as estações".
Rui Lopo defende que este eixo deveria estar servido pela ferrovia e, noutro ponto da área metropolitana, aguarda pela concretização da terceira travessia no Rio Tejo, entre Chelas e Barreiro.
Havendo estas alternativas, a redução dos serviços da Carris Metropolitana permitiria fazer "os serviços mais capilares, locais, com ligações dos bairros às interfaces", considera.
Nova ligação às praias da Caparica durante o verão
Arrancou também na segunda-feira a temporada deste ano das linhas Mar, que são viagens de autocarro para as praias da região, passando de seis para sete carreiras em relação ao ano passado - foi criada a linha 2653, que vai da Escola Secundária de Caneças, em Odivelas, à Costa da Caparica.
Rui Lopo assume vontade da Carris Metropolitana em estender o período das ligações à praia, que neste momento vai até 31 de agosto, mas não esquece que a empresa está sujeita "a uma grande pressão com a entrada no período escolar".
Ainda assim, deixa uma garantia, não no período, mas na quantidade de autocarros: "de certeza que em 2026 a Carris Metropolitana terá mais oferta para as praias do que em 2025".
(artigo publicado às 13h49, com atualizações posteriores nos parágrafos sobre a velocidade e a oferta em Mafra, ligações às praias e alterações na Portela de Sintra)