"A marca TAP foi beliscada", diz Fernando Pinto
Nesta quinta-feira, o presidente da TAP confessou que a imagem da TAP ficou afetada pelos eventos do início do verão: "Primeiro pelos eventos que nós tivemos, foram três semanas de muitos atrasos e irregularidades", referiu Fernando Pinto. Em entrevista exclusiva à RTP, o presidente do conselho de administração começou por pedir desculpa pelos atrasos verificados durante o verão, sobretudo nos meses de Junho e Julho. No entanto, considera que se passou "uma imagem errada" da companhia ao longo das últimas semanas.
O presidente da TAP realça que a companhia teve, neste Verão, menos cinco incidentes do que no ano passado, apesar do aumento no número de voos, e que tem, desde o início do ano, um índice de fiabilidade de 99,2%. Para o presidente da TAP, algumas das situações que têm sido noticiadas são das mais frequentes na aviação mundial, criticando a pressão mediática: "Nós caímos num problema a que nenhuma empresa do mundo resiste, que é acompanhar o dia-a-dia da sua operação e reportar qualquer coisinha que aconteça."
Sobre a falta de aviões verificada no início do verão, Fernando Pinto refere que este se deveu ao atraso na recepção dos novos aviões e sobretudo ao atraso na formação dos novos pilotos, que demorou seis meses suplementares por alterações normativas -uma situação que se prolongou durante duas a três semanas.
Fernando Pinto afirmou que a TAP é uma empresa extremamente focada na segurança dos seus voos e rejeitou que a empresa não invista em manutenção da forma necessária. Realçou o valor da TAP no estrangeiro e informou que recebeu uma chamada de um interessado na privatização da TAP que diz não perceber a pressão mediática das últimas semanas. Embora admita que a imagem da TAP tem sido beliscada pelos eventos recentes, refere que o valor global da TAP não foi afetado pelos acontecimentos recentes e tem aumentado continuamente.