Economia
A Tyco Electronics volta a suspender a produção por uma semana
A fábrica da Tyco Electronics – a maior unidade industrial do Alentejo –, volta a suspender a produção durante uma semana. Trabalhadores estão descontentes por serem obrigados a gozar férias fora do período normal.
À semelhança do que aconteceu em Dezembro de 2008, quando suspendeu a produção por duas semanas, a fábrica da Tyco Electronics, em Évora, volta a suspender a sua produção, agora apenas uma semana, a partir da próxima quinta-feira.
"A empresa pretende que os trabalhadores antecipem o gozo de férias, entre 05 e 12 de Fevereiro", explicou Rogério Silva, dirigente do Sindicato das Indústrias Eléctricas do Sul e Ilhas (SIESI).
Esta unidade fabril, que produz componentes electrónicos para a indústria automóvel, para além da suspensão da produção por duas semanas, que decidiu em Dezembro do ano passado, suspendeu os contratos de trabalho a operários em Janeiro pelo período de seis meses.
De acordo com fonte sindical a paralisação da produção envolve apenas alguns sectores da fábrica mas afecta maior número de trabalhadores do que aqueles que foram atingidos por igual medida no passado mês de Dezembro.
Nesse último mês do ano de 2008, a paragem da produção foi justificada pela administração da Tyco como "imperiosa" para assegurar "a viabilidade económica" da unidade fabril, devido à "persistência e agravamento da crise mundial que afecta toda a indústria automóvel" e à redução do volume de negócios, em cerca de 35 por cento.
A medida agora anunciada pela administração da Tyco, que remete as justificações para o comunicado emitido em Dezembro aquando da primeira suspensão, causa apreensão e desconfiança aos trabalhadores.
Os sindicatos não concordam com a imposição por parte da empresa da obrigação dos trabalhadores gozarem férias em período fora do habitual.
"Não concordamos com esta tentativa de imposição das pessoas gozarem férias, cujo período não é o normal para o fazerem", sublinhou.
Rogério Silva está contra a forma como a empresa está a gerir todo o processo, já que não tendo sido os trabalhadores a causarem a crise não será, no seu ponto de vista, justo serem eles a pagá-la.
"Não foram os trabalhadores que provocaram esta crise e não estamos de acordo que sejam eles a pagá-la", disse.
A Tyco Electronics encetou já há algum tempo medidas de reestruturação da empresa e da produção para fazer face à crise e às dificuldades anunciadas e sentidas em todos os sectores e em especial nos sectores ligados à indústria automóvel. Negociações com os sindicatos permitiram reduzir o número de trabalhadores envolvidos na suspensão de contratos, passando de 536 para 346.
"Foi estabelecida uma relação directa entre a previsão de encomendas para 2009 e o número de trabalhadores inicialmente envolvidos e facilmente se concluiu que era um manifesto exagero", disse.
O acordo conseguido entre a administração da Tyco e os sindicatos não está, no entanto, a ser cumprido na íntegra. Pontos há que falta cumprir e por em execução. É o caso “do programa de formação profissional que foi prometido aos trabalhadores e que até ao momento nada foi feito", de acordo com o dirigente sindical.
Apoios governamentais para a unidade industrial de Évora
O Governo aprovou, no dia 23 de Outubro do ano transacto, em reunião de Conselho de Ministros, um contrato de investimento com a Tyco Electronics, de 23 milhões de euros, para a produção de três novos modelos de relés, a criação de 5 postos de trabalho e a manutenção de 1.485.
Considerada a maior unidade industrial do Alentejo, a fábrica de Évora da Tyco Electronics está instalada em Évora há mais de 30 anos, empregando actualmente cerca de 1.600 trabalhadores.
"A empresa pretende que os trabalhadores antecipem o gozo de férias, entre 05 e 12 de Fevereiro", explicou Rogério Silva, dirigente do Sindicato das Indústrias Eléctricas do Sul e Ilhas (SIESI).
Esta unidade fabril, que produz componentes electrónicos para a indústria automóvel, para além da suspensão da produção por duas semanas, que decidiu em Dezembro do ano passado, suspendeu os contratos de trabalho a operários em Janeiro pelo período de seis meses.
De acordo com fonte sindical a paralisação da produção envolve apenas alguns sectores da fábrica mas afecta maior número de trabalhadores do que aqueles que foram atingidos por igual medida no passado mês de Dezembro.
Nesse último mês do ano de 2008, a paragem da produção foi justificada pela administração da Tyco como "imperiosa" para assegurar "a viabilidade económica" da unidade fabril, devido à "persistência e agravamento da crise mundial que afecta toda a indústria automóvel" e à redução do volume de negócios, em cerca de 35 por cento.
A medida agora anunciada pela administração da Tyco, que remete as justificações para o comunicado emitido em Dezembro aquando da primeira suspensão, causa apreensão e desconfiança aos trabalhadores.
Os sindicatos não concordam com a imposição por parte da empresa da obrigação dos trabalhadores gozarem férias em período fora do habitual.
"Não concordamos com esta tentativa de imposição das pessoas gozarem férias, cujo período não é o normal para o fazerem", sublinhou.
Rogério Silva está contra a forma como a empresa está a gerir todo o processo, já que não tendo sido os trabalhadores a causarem a crise não será, no seu ponto de vista, justo serem eles a pagá-la.
"Não foram os trabalhadores que provocaram esta crise e não estamos de acordo que sejam eles a pagá-la", disse.
A Tyco Electronics encetou já há algum tempo medidas de reestruturação da empresa e da produção para fazer face à crise e às dificuldades anunciadas e sentidas em todos os sectores e em especial nos sectores ligados à indústria automóvel. Negociações com os sindicatos permitiram reduzir o número de trabalhadores envolvidos na suspensão de contratos, passando de 536 para 346.
"Foi estabelecida uma relação directa entre a previsão de encomendas para 2009 e o número de trabalhadores inicialmente envolvidos e facilmente se concluiu que era um manifesto exagero", disse.
O acordo conseguido entre a administração da Tyco e os sindicatos não está, no entanto, a ser cumprido na íntegra. Pontos há que falta cumprir e por em execução. É o caso “do programa de formação profissional que foi prometido aos trabalhadores e que até ao momento nada foi feito", de acordo com o dirigente sindical.
Apoios governamentais para a unidade industrial de Évora
O Governo aprovou, no dia 23 de Outubro do ano transacto, em reunião de Conselho de Ministros, um contrato de investimento com a Tyco Electronics, de 23 milhões de euros, para a produção de três novos modelos de relés, a criação de 5 postos de trabalho e a manutenção de 1.485.
Considerada a maior unidade industrial do Alentejo, a fábrica de Évora da Tyco Electronics está instalada em Évora há mais de 30 anos, empregando actualmente cerca de 1.600 trabalhadores.