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Abstenção socialista no OE não aproxima posições com AD. "Há um mar que nos afasta"

Abstenção socialista no OE não aproxima posições com AD. "Há um mar que nos afasta"

Em vésperas de o parlamento se preparar para dar o pontapé de saída no debate do Orçamento do Estado na fase da generalidade, o PS, que já anunciou a abstenção, insiste que a 'luz verde' dada ao documento não significa que os socialistas tenham deitado por terra as ambições de regressar ao poder e de fazer oposição ao Governo da AD.

João Alexandre - Antena 1 /
Foto: José Sena Goulão - Lusa

"Nós somos a alternativa. Saímos das últimas eleições autárquicas - de forma clara - como a única alternativa ao bloco de direita", disse, durante as jornadas parlamentares do PS, Eurico Brilhante Dias.

Em Penafiel, numa intervenção que antecipou um debate dedicado ao tema "Serviços Públicos e Território", o presidente do grupo parlamentar deu como exemplo a descida do IRC ou a proposta do Governo para alterar as leis do trabalho como pontos de divergência entre os socialistas e a AD.

"Há um mar que nos afasta. Há uma distância evidente entre uma proposta assente em reduções de impostos de forma cega, em flexibilização e precarização do trabalho e alguém, como o PS, que valoriza, que qualifica a oferta e que procura um crescimento com coesão social e territorial", defendeu.

No mesmo sentido, Eurico Brilhante Dias assinala que o país vive, hoje em dia, numa "opção clara" do ponto de vista político, em que o Governo liderado por Luís Montenegro tem vindo a governar e a legislar "acima de tudo com a extrema-direita".

"Este Orçamento do Estado traz-nos não apenas uma redução de IRS - em que o PS se absteve no início da legislatura -, mas uma descida de IRC transversal para todos os setores", aponta o líder parlamentar, que salienta ainda que a opção política fundamental do Governo é a de que os objetivos de crescimento económico serão alcançáveis com reduções transversais do IRC.

Eurico Brilhante Dias aponta divergências de fundo com a AD na redução do imposto e justifica que os socialistas não seguem a mesma linha: "O IRC é pago por um conjunto particularmente diminuto de empresas - com especial destaque para empresas de grande dimensão - e, em muitas circunstâncias, para empresas que são rentistas e que vivem do mercado interno".
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