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Acionistas do Sabadell aprovam venda de britânico TSB ao Santander por 3.050 ME

Acionistas do Sabadell aprovam venda de britânico TSB ao Santander por 3.050 ME

Os acionistas do banco Sabadell aprovaram hoje, em assembleia-geral extraordinária, a venda da sua filial britânica, TSB, ao Santander por 2,65 mil milhões de libras (3,05 mil milhões de euros).

Lusa /

A venda do TSB teria de ser aprovada pelos acionistas, uma vez que ocorre durante o processo da Oferta Pública de Aquisição (OPA) lançada pelo BBVA sobre o banco catalão.

O TSB, especializado no mercado hipotecário no Reino Unido, foi adquirido pelo Sabadell em 2015 por 1,7 mil milhões de libras (1,95 mil milhões de euros à taxa de câmbio atual).

Numa segunda assembleia-geral extraordinária, os acionistas aprovaram ainda a distribuição de um dividendo extraordinário de 0,5 euros por ação associado à aprovação da transação, e no valor geral de 2.500 milhões de euros.

Citado pela agência noticiosa Efe, o presidente do Sabadell, Josep Oliu, assegurou que a venda do TSB ao Santander "é independente da OPA" do BBVA.

No encontro, Oliu disse que o Sabadell recebeu várias manifestações de interesse pelo TSB desde 2021, mas o banco nunca as contemplou porque a sua direção considerou que era possível obter um valor mais elevado.

Após propostas "em termos económicas muito interessantes", o Conselho de Administração aceitou uma proposta que gera um retorno de cerca de 1,5 vezes o valor contabilístico do TSB, acima do estimado para outras instituições centradas no Reino Unido.

Oliu referiu que, com esta operação, o banco pode devolver aos acionistas o excesso de capital gerado através de dividendos.

Com esta venda, o banco catalão pode centrar-se na atividade em Espanha e largar o Reino Unido, o que representa uma redução da complexidade regulamentar, uma vez que tinha de obedecer a critérios regulamentares europeus e britânicos desde o `Brexit`.

O executivo espanhol anunciou em 24 de junho que autoriza a OPA do BBVA sobre o Sabadell se os dois bancos mantiverem durante três anos personalidades jurídicas, patrimónios e gestões separados.

A compra do catalão Sabadell pelo banco basco BBVA, através de uma OPA hostil, foi autorizada pela autoridade da concorrência de Espanha no final de abril, mas o Governo espanhol podia invocar ainda princípios de "interesse geral" e intervir no processo, impondo mais condições para a concretização da operação, o que ocorreu em 24 de junho.

Nunca o Governo espanhol tinha avançado com uma decisão destas face a uma OPA.

O Sabadell opõe-se à OPA e também o Governo de Espanha e o Governo regional da Catalunha têm manifestado reticências em relação à fusão dos dois bancos espanhóis.

Além de partidos políticos e governos, a OPA foi criticada por cerca de 70 associações empresariais e sindicatos.

O BBVA lançou a OPA há um ano.

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