Economia
Ações do Facebook caem 12 por cento ao segundo dia na bolsa
As ações do Facebook voltaram a desiludir as expetativas dos investidores e abriram esta segunda-feira em queda, no segundo dia de negociação em Wall Street. Decorridos apenas alguns minutos, já tinham desvalorizaram quase 13 por cento em relação ao preço original. Os títulos da empresa criada por Mark Zuckerberg voltaram a registar uma atividade intensa na bolsa de Nova Iorque, com mais de 52 milhões de ações a mudarem de mãos em 15 minutos.
Um representante do Facebook recusou-se a comentar a queda na cotação das ações, mas os analistas acreditam que ela se deve em parte ao abrandamento do entusiasmo inicial dos investidores, que estão a ser mais cautelosos na avaliação da companhia .
Na passada sexta-feira, o gigante das redes sociais colocou no mercado 421 milhões de ações, numa operação que rendeu 16,02 mil milhões de dólares. Foi a maior de sempre num ativo baseado na internet e a segunda maior até agora para uma empresa americana de qualquer setor.
Expetativas goradas
Não obstante, a tão aguardada entrada em bolsa do Facebook acabou por se traduzir numa deceção, uma vez que no final do primeiro dia, não conseguiu ganhar mais do que 0,61 por cento, ou seja, 23 cêntimos relativamente ao preço inicial por ação.
A estreia chegou a ser auspiciosa. Os títulos do Facebook começaram por se vender na sexta-feira a 42,05 dólares, um preço que representava uma valorização de 10,6 por cento em relação ao valor inicial.
No entanto, a cotação voltou a cair, rapidamente, para os 38 dólares e mais teria descido se não fosse a intervenção de entidades como a Morgan Stanley, JP Morgan e Goldman Sachs, que tinham gerido a oferta pública de venda e não podiam permitir que a estreia dos títulos na bolsa fosse um fracasso.
Devido ao apoio sustentado dessas entidades financeiras ao longo do dia, as ações da companhia fecharam a valer 38,23 dólares.
Esta segunda-feira, os grandes bancos já não saíram em defesa do Facebook e, em menos de uma hora, os títulos caíram para pouco mais de 33 dólares, tendo perdido 4,64 dólares em cada ação.
Desconfianças dos investidores persistem
O grupo está avaliado em 104 mil milhões de dólares mas a receção cautelosa dos investidores demonstra que as duras lições aprendidas no passado com outras empresas da internet não foi esquecido. Muitos querem ver primeiro se a popularidade da rede social de 900 milhões de utilizadores se vai traduzir em benefícios reais a nível financeiro.
Se, por um lado, a projeção pública do Facebook criou uma forte expetativa em torno dos pequenos investidores, muitos grandes operadores do mercado desconfiam do modelo de negócio da empresa e não compartilham do otimismo sobre a sua avaliação.
Outros analistas explicam a situação dizendo que as ações estiveram sobreavaliadas logo de início. Pouco antes da oferta pública de venda, a empresa de Zuckerberg aumentou o preço indicativo dos títulos para um valor 54 vezes equivalente aos dos lucros projetados para o ano que vem.
Problemas técnicos marcaram estreia do Facebook na bolsa
Acresce ainda o facto de, na sexta-feira, o primeiro dia do Facebook na bolsa, ter sido prejudicado por problemas técnicos no Nasdaq que atrasaram em meia hora a transação dos títulos.
Muitos investidores que foram vítimas da situação queixaram-se de ter estado durante horas sem saber se tinham conseguido completar as suas transações.
O Nasdaq comprometeu-se hoje a tomar medidas para evitar a repetição do que aconteceu na sexta-feira e a completar as transações que não foram devidamente executadas na semana passada.
Na passada sexta-feira, o gigante das redes sociais colocou no mercado 421 milhões de ações, numa operação que rendeu 16,02 mil milhões de dólares. Foi a maior de sempre num ativo baseado na internet e a segunda maior até agora para uma empresa americana de qualquer setor.
Expetativas goradas
Não obstante, a tão aguardada entrada em bolsa do Facebook acabou por se traduzir numa deceção, uma vez que no final do primeiro dia, não conseguiu ganhar mais do que 0,61 por cento, ou seja, 23 cêntimos relativamente ao preço inicial por ação.
A estreia chegou a ser auspiciosa. Os títulos do Facebook começaram por se vender na sexta-feira a 42,05 dólares, um preço que representava uma valorização de 10,6 por cento em relação ao valor inicial.
No entanto, a cotação voltou a cair, rapidamente, para os 38 dólares e mais teria descido se não fosse a intervenção de entidades como a Morgan Stanley, JP Morgan e Goldman Sachs, que tinham gerido a oferta pública de venda e não podiam permitir que a estreia dos títulos na bolsa fosse um fracasso.
Devido ao apoio sustentado dessas entidades financeiras ao longo do dia, as ações da companhia fecharam a valer 38,23 dólares.
Esta segunda-feira, os grandes bancos já não saíram em defesa do Facebook e, em menos de uma hora, os títulos caíram para pouco mais de 33 dólares, tendo perdido 4,64 dólares em cada ação.
Desconfianças dos investidores persistem
O grupo está avaliado em 104 mil milhões de dólares mas a receção cautelosa dos investidores demonstra que as duras lições aprendidas no passado com outras empresas da internet não foi esquecido. Muitos querem ver primeiro se a popularidade da rede social de 900 milhões de utilizadores se vai traduzir em benefícios reais a nível financeiro.
Se, por um lado, a projeção pública do Facebook criou uma forte expetativa em torno dos pequenos investidores, muitos grandes operadores do mercado desconfiam do modelo de negócio da empresa e não compartilham do otimismo sobre a sua avaliação.
Outros analistas explicam a situação dizendo que as ações estiveram sobreavaliadas logo de início. Pouco antes da oferta pública de venda, a empresa de Zuckerberg aumentou o preço indicativo dos títulos para um valor 54 vezes equivalente aos dos lucros projetados para o ano que vem.
Problemas técnicos marcaram estreia do Facebook na bolsa
Acresce ainda o facto de, na sexta-feira, o primeiro dia do Facebook na bolsa, ter sido prejudicado por problemas técnicos no Nasdaq que atrasaram em meia hora a transação dos títulos.
Muitos investidores que foram vítimas da situação queixaram-se de ter estado durante horas sem saber se tinham conseguido completar as suas transações.
O Nasdaq comprometeu-se hoje a tomar medidas para evitar a repetição do que aconteceu na sexta-feira e a completar as transações que não foram devidamente executadas na semana passada.