Economia
Ações do Facebook valem menos de metade do que quando entraram em bolsa
As ações do Facebook continuam a cair e já valem menos de metade do que valiam há três meses na oferta pública inicial. Esta segunda-feira o índice NASDAQ punha as ações da rede social num novo mínimo de 18,75 dólares, enquanto que o valor máximo transacionado foi de 19,15 dólares. Um número bem distante dos 38 dólares por ação do primeiro dia em bolsa que, desde então, nunca mais voltaram a ser atingidos.
Pelo menos de momento, aquela que foi anunciada como “a oferta pública inicial” do século parece ter-se transformado num pesadelo. No entanto, o mau sonho dos pequenos investidores pode ser uma oportunidade dourada para os profissionais dos mercados.
A somar-se às preocupações dos que apostaram dinheiro na empresa de Mark Zuckerberg está o facto de terem começado a expirar os cinco períodos de restrição de venda, ou lock-up, que impediam os funcionários da companhia de transacionarem as suas ações até uma certa data.
1440 milhões de ações prestes a inundarem o mercado
O primeiro destes períodos chegou ao fim na passada quinta-feira, tendo sido “libertadas” mais de 271 milhões de ações e, até novembro, vão ser desbloqueadas mais 1440 milhões. Um número avassalador, se se comparar aos 421.2 milhões de ações disponibilizadas na oferta pública inicial.
Os analistas ouvidos pela agência financeira Bloomberg calculam que cerca de metade destas ações seja posta à venda, o que implica uma pressão acrescida sobre o valor dos títulos da empresa.
Os investidores têm dúvidas acerca da capacidade do Facebook para gerar lucros rapidamente, em especial no que respeita aos serviços de publicidade no mercado móvel, que tem vindo a ganhar dimensão à medida que os utilizadores migram dos computadores tradicionais para smartphones e tablets.
Especialistas compram quando a maioria vende
No entanto, alguns especialistas do mercado acreditam que as perspetivas são boas, já que o Facebook deverá beneficiar, nos próximos meses, do aparecimento de novas ferramentas e serviços que ajudarão as companhias a promoverem os seus produtos junto dos utilizadores móveis.
“Os dados fundamentais são melhores do que muita gente pensa” , disse à Bloomberg Scott Kessler, analista da S&P Capital IQ.
Dois dias antes de terminar o lock-up da semana passada, este especialista deu uma ordem de compra para as ações do Facebook. Kessler considera que, “embora persistam algumas interrogações reais acerca da companhia”, o crescimento anual dos lucros deverá ser de pelo menos 25 por cento nos próximos três anos.
Herman Leung, analista do Susquehanna International Group, reconhece que a atual quebra na cotação das ações da rede social “é algo com que os investidores nervosos ou impacientes se devem preocupar” .
No entanto, o mesmo analista considera que, “para os investidores de longo prazo, esta é uma oportunidade em potência para adquirir um stock [de ações] a um preço muito atraente”.
A somar-se às preocupações dos que apostaram dinheiro na empresa de Mark Zuckerberg está o facto de terem começado a expirar os cinco períodos de restrição de venda, ou lock-up, que impediam os funcionários da companhia de transacionarem as suas ações até uma certa data.
1440 milhões de ações prestes a inundarem o mercado
O primeiro destes períodos chegou ao fim na passada quinta-feira, tendo sido “libertadas” mais de 271 milhões de ações e, até novembro, vão ser desbloqueadas mais 1440 milhões. Um número avassalador, se se comparar aos 421.2 milhões de ações disponibilizadas na oferta pública inicial.
Os analistas ouvidos pela agência financeira Bloomberg calculam que cerca de metade destas ações seja posta à venda, o que implica uma pressão acrescida sobre o valor dos títulos da empresa.
Os investidores têm dúvidas acerca da capacidade do Facebook para gerar lucros rapidamente, em especial no que respeita aos serviços de publicidade no mercado móvel, que tem vindo a ganhar dimensão à medida que os utilizadores migram dos computadores tradicionais para smartphones e tablets.
Especialistas compram quando a maioria vende
No entanto, alguns especialistas do mercado acreditam que as perspetivas são boas, já que o Facebook deverá beneficiar, nos próximos meses, do aparecimento de novas ferramentas e serviços que ajudarão as companhias a promoverem os seus produtos junto dos utilizadores móveis.
“Os dados fundamentais são melhores do que muita gente pensa” , disse à Bloomberg Scott Kessler, analista da S&P Capital IQ.
Dois dias antes de terminar o lock-up da semana passada, este especialista deu uma ordem de compra para as ações do Facebook. Kessler considera que, “embora persistam algumas interrogações reais acerca da companhia”, o crescimento anual dos lucros deverá ser de pelo menos 25 por cento nos próximos três anos.
Herman Leung, analista do Susquehanna International Group, reconhece que a atual quebra na cotação das ações da rede social “é algo com que os investidores nervosos ou impacientes se devem preocupar” .
No entanto, o mesmo analista considera que, “para os investidores de longo prazo, esta é uma oportunidade em potência para adquirir um stock [de ações] a um preço muito atraente”.