Acordo europeu é “frágil”, comenta Paulo Ferreira

O editor de Economia da RTP, Paulo Ferreira, considera que o acordo europeu alcançado esta madrugada é “frágil”.

Sandra Henriques /
Os líderes europeus decidiram que a banca espanhola vai ser financiada pelo fundo de resgate temporário, com integração até ao final do ano no mecanismo europeu de estabilidade. Paulo Ferreira admite que esta medida poderá aliviar a pressão dos mercados sobre Espanha e Itália, embora não tenha dimensão para evitar a pressão total sobre as dívidas destes países.

De qualquer forma, esta decisão é uma vitória para Espanha. Os 100 mil milhões destinados aos bancos espanhóis são considerados uma dívida direta de cada banco ao fundo europeu, ao contrário do que acontece em Portugal. Deste lado da fronteira, o dinheiro entra para o Estado e depois é que vai para a banca, o que significa que a dívida portuguesa conta para a dívida pública.

Se Espanha, Itália e Irlanda beneficiarem da nova medida, como deu a entender o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, quem fica em desvantagem em termos contabilísticos é Portugal.

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