Adega de Mangualde comemora 50 anos

Mangualde, 22 fev (Lusa) -- A Adega Cooperativa de Mangualde inicia hoje as comemorações dos seus 50 anos de atividade, que vão prolongar-se até ao final do ano, dando destaque à importância da responsabilidade social e da sustentabilidade ambiental.

Lusa /

O presidente da adega, António Mendes, disse à agência Lusa que, enquanto cooperativa, "tem de haver um grande sentido de responsabilidade social", perante os associados e a sociedade em geral.

Por isso, e no âmbito de um protocolo com a Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental (APPACDM) de Viseu, crianças portadoras de deficiência vão produzir rótulos para 50 garrafas de vinho.

"Serão dez garrafas por cada década. Vamos dar-lhes cinco motivos para cinco rótulos diferentes, que eles vão desenhar", explicou António Mendes.

As garrafas, de três litros, "serão depois vendidas em leilão, revertendo o dinheiro para a associação", acrescentou.

A Adega Cooperativa de Mangualde, constituída a 04 de dezembro de 1963, vai também lançar, em abril, um vinho comemorativo do 50.º aniversário.

Segundo o presidente da adega, será um tinto "topo de gama", feito com a casta touriga nacional e que "terá uma imagem alusiva aos 50 anos".

Até ao final do ano, está preparado um programa com atividades mensais. Algumas delas irão decorrer nas freguesias onde a adega tem um maior número de associados, como Alcafache e Fornos de Maceira Dão.

A Adega Cooperativa de Mangualde tem 751 associados, trabalhando regularmente com 364. Foi fundada em 1963 por um grupo de agricultores, com o objetivo de resolver os problemas de laboração das suas uvas e da comercialização dos seus vinhos.

Em 1972, a adega tinha sede própria e laborava pela primeira vez aproximadamente meio milhão de quilos de uvas dos seus associados.

No princípio da década de noventa (século XX) iniciou-se o processo de transformação da adega, recorrendo, pela primeira vez, a fundos estatais e comunitários para a construção de um centro de vinificação e estabilização para vinhos tintos. Em 1995, com o aumento registado nas vendas dos vinhos engarrafados e sem qualquer apoio financeiro, foi feito investimento numa linha de engarrafamento.

Hoje, a direção da adega admite que as instalações estão sobredimensionadas e, por isso, tem apostado em estratégias para as rentabilizar.

"Na campanha passada comprámos uvas a produtores não associados e prestámos serviços a cinco parceiros", explicou António Mendes.

O responsável garantiu que "esta é uma estratégia para o futuro", de forma a "utilizar a capacidade instalada e otimizar os recursos".

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