Administração da Jerónimo Martins propõe dividendo bruto de 0,785 euros por ação
A administração da Jerónimo Martins anunciou hoje que vai propor à assembleia-geral anual de acionistas a distribuição de 493,3 milhões de euros, o que corresponde a um dividendo bruto de 0,785 euros por ação.
O lucro do grupo dono da cadeia de supermercados Pingo Doce subiu 48,3% no ano passado, face a 2020, para 463 milhões de euros.
As vendas consolidadas subiram 8,3% em 2021 para 20.889 milhões de euros, adianta a empresa, em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).
"O desempenho registado em todas as insígnias permitiu a alavancagem operacional", levando o resultado antes de impostos, juros, depreciações e amortizações (EBITDA) a crescer 11,4% para 1.585 milhões de euros, adianta. "O valor de EBITDA incluiu custos diretos relacionados com a pandemia de cerca de 17 milhões de euros (cerca de 41 milhões de euros em 2020)", refere a empresa liderada por Pedro Soares dos Santos.
"Tendo presente os resultados líquidos consolidados apurados para o ano de 2021, a forte situação financeira do grupo que terminou o ano com uma posição líquida de caixa de mil milhões de euros e o bom momento dos negócios, entende o Conselho de Administração propor à assembleia-geral anual de acionistas a distribuição de 493,3 milhões de euros de lucros do exercício e reservas livres", lê-se ainda no comunicado do grupo.
"Este montante representa um `payout` excecional de 100% dos resultados líquidos consolidados (ou 96% dos resultados líquidos ordinários) excluídos os efeitos da aplicação da IFRS16, e equivale ao dobro do que resultaria da aplicação da política de dividendos da sociedade", acrescenta a Jerónimo Martins.
Assim, a proposta de distribuição de lucros do exercício e de reservas livres "corresponde a um dividendo bruto de 0,785 euros por ação, excluindo as 859.000 ações próprias em carteira".
Depois desta distribuição, "o balanço consolidado e o da sociedade continuam sólidos e o grupo mantém total flexibilidade para continuar a investir em crescimento orgânico e para aproveitar potenciais oportunidades de aquisição", conclui a Jerónimo Martins.