Administradores do BCP que apoiam Jardim Gonçalves representaram 10% do banco na assembleia geral

Os membros do conselho de administração do Banco Comercial Português (BCP) considerados apoiantes de Jardim Gonçalves representaram mais de 10 por cento do capital do banco na assembleia geral realizada a 6 de Agosto.

© 2007 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A. /

Segundo a lista de presenças da assembleia geral, a que a agência Lusa teve acesso, os administradores Filipe Pinhal, Alípio Dias, Christopher de Beck, Alexandre Bastos Gomes e António Rodrigues, representaram 10,02 por cento do capital.

Esta percentagem do capital equivale a mais de 362 milhões de acções, mas, destes títulos, apenas cerca de 2 por cento, ou seja cerca de 7,58 milhões, pertencem aos próprios administradores.

Relativamente aos restantes títulos, são propriedade de terceiros, que mandataram estes administradores para os representarem na reunião.

O presidente do conselho de administração do banco, Paulo Teixeira Pinto, e os administradores Francisco Lacerda e António Castro Henriques, que o apoiam, representaram, em conjunto, apenas 0,8 por cento do capital do banco na assembleia geral.

O administrador que maior fatia do banco representou na assembleia geral foi o vice-presidente da instituição financeira Filipe Pinhal, com 4,14 por cento.

Pinhal detinha, em nome próprio, 3,1 milhões de títulos do BCP, sendo dos membros da administração presentes na assembleia o que mais acções detinha.

Segue-se Alípio Dias, que representou 4,07 por cento do banco, ele que é destes administradores o que menos acções do BCP detinha, apenas possuindo 200 mil.

Melo Rodrigues detinha 2,18 milhões de títulos, o também vice-presidente Christopher de Beck detinha 1,34 milhões de acções e Bastos Gomes 755 mil.

As participações representadas pelos cinco administradores afectos a Jardim Gonçalves e as representadas pelo próprio fundador e presidente do conselho geral e de supervisão do banco ascendiam a quase 10,5 por cento do capital do banco.

Jorge Jardim Gonçalves detinha 10 milhões de títulos do BCP e representou um total de 16,8 milhões na assembleia de 6 de Agosto, o que representa 0,46 por cento do capital do banco.

Os cinco administradores que apoiam Jardim Gonçalves eram o alvo do ponto 5 da ordem de trabalhos da assembleia geral de 6 de Agosto, que visava a sua destituição.

Este ponto acabou por ser retirado, antes da assembleia ser suspensa, devido a um problema informático que impossibilitava a contagem de votos.

A proposta tinha sido feita pelos accionistas Metalgest (sociedade de Joe Berardo), Sogema e família Moniz Maia, e tinha por objectivo dar a Teixeira Pinto a possibilidade de ter o apoio da maioria dos administradores do conselho de administração.

PUB