Agência municipal Go Coimbra quer aumentar exportações da região em 10% até 2029
A agência municipal de investimento, investigação e inovação Go Coimbra, apresentada oficialmente hoje, ambiciona até 2029 reduzir em 20% o atual tempo de decisão aos investidores, criar 750 empregos qualificados e aumentar em 10% as exportações.
A nova estrutura, que substitui o iParque, pretende transformar o conhecimento em desenvolvimento económico para colocar Coimbra e a região no radar dos investidores, focando-se nas áreas da saúde, biotecnologia, aeroespacial e defesa, e inteligência artificial.
"A Go Coimbra nasce para servir toda a região. É uma ponte aberta ao país e ao mundo", salientou a presidente da Câmara Municipal, Ana Abrunhosa, destacando a "força científica e tecnológica" da cidade e a "pujança produtiva e industrial dos municípios".
A autarca frisou que atrair investimentos novos é tão importante como "cuidar das empresas que já escolheram Coimbra e que são as suas maiores embaixadoras".
"Esta [agência] é um instrumento da cidade e da região para dar uma resposta rápida, próxima e competente às empresas. Coimbra será avaliada pelo crescimento das empresas e pelo emprego qualificado que ajudou a criar e não pelos números de eventos que organiza ou aparições na comunicação social", sublinhou.
A Go Coimbra é liderada pelo advogado João Ramalhete, que apresentou a agência como um lugar que "transforma conhecimento em futuro", numa cidade com 40 mil alunos no ensino superior, 9.300 licenciados anuais e 62 mil empresas que exportam por ano cerca de 2.000 milhões de euros, além de possuir uma incubadora que está no top 10 nacional.
Salientando que o desenvolvimento económico tem de estar sempre acima dos ciclos políticos, o dirigente realçou que faltava a Coimbra "uma rota de entrada para quem quer investir, instalar-se, crescer ou testar uma ideia", que agora se concretiza com uma equipa "competente, capaz e altamente profissional, que vai acompanhar [o investidor] do primeiro ao último dia".
Segundo João Ramalhete, a agência assenta em quatro vértices que trabalham em conjunto -- instalar, crescer, investir e testar, "numa lógica de facilitação e ligação ao território".
A Go Coimbra aposta em cinco áreas estratégicas com provas das na cidade e na região -- saúde e biotecnologia, aeroespacial e defesa, educação e competências, transição verde e economia circular e digital, e inteligência artificial.
"Hoje dizemos de forma clara que queremos colocar Coimbra no radar de quem investe, empreende, investiga e quer ir mais além", disse João Ramalhete, referindo que o trabalho diário da agência vai passar pela capacitação, missões económicas, contactos com parceiros e redes europeias para dar escala à região.
O presidente da Go Coimbra referiu ainda que o trabalho da agência começou em março e que, nesse período, já desbloqueou três lotes para novos projetos, além de trabalhar na expansão de 19 hectares do parque tecnológico da cidade, numa operação superior a nove milhões de euros.
Até 2029, o objetivo "é reduzir em 20% o tempo atual de decisão aos investidores, criar 750 empregos qualificados e aumentar em 10% o volume das exportações", prestando contas trimestralmente.