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AHRESP apela a empréstimo de aquecedores de esplanada para locais de acolhimento em Coimbra

AHRESP apela a empréstimo de aquecedores de esplanada para locais de acolhimento em Coimbra

A Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) apelou aos empresários da restauração e do alojamento turístico para emprestarem aquecedores de esplanada para garantir algum conforto a quem está abrigado nos locais de acolhimento de Coimbra.

Lusa /

"Há uma necessidade urgente de aquecimento, para garantir condições mínimas de conforto e segurança a quem está abrigado em infraestruturas de emergência de Coimbra, sobretudo idosos e população mais vulnerável, e que teve de ser retirado da sua casa", explicou.

Numa publicação na rede social Facebook, a AHRESP pediu para a entrega dos equipamentos ser feita na Companhia dos Bombeiros Sapadores de Coimbra, na Avenida Mendes Silva, na cidade.

"Se puderem emprestar aquecedores, este apoio pode fazer a diferença. Coimbra está a atravessar um momento extremamente difícil, a subida das águas está a colocar vastas áreas da cidade em risco de inundação", sublinhou.

Segundo a associação, o pedido surgiu na sequência de um apelo lançado pela presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Ana Abrunhosa, e conta com a mobilização dos empresários locais para responder rapidamente a esta necessidade.

"Hoje, mais do que nunca, a força da rede empresarial também se mede na sua capacidade de estar ao lado da comunidade", concluiu.

Face ao risco de as margens do Mondego colapsarem, a Câmara de Coimbra decidiu na noite de terça-feira avançar com uma retirada preventiva em várias zonas do concelho.

Os locais de acolhimento de Coimbra previamente definidos receberam 160 pessoas: 22 na escola de Taveiro, 43 na escola Inês de Castro e 95 idosos no Pavilhão Mário Mexia.

Na quarta-feira, ocorreu o rebentamento do dique para a margem direita do rio Mondego na zona dos Casais, junto ao viaduto da Autoestrada 1 (A1). Um troço da via acabou por colapsar.

A situação no concelho mantinha-se ao início da manhã de hoje estável, sem registo de ocorrências significativas.

As bacias hidrográficas estão sob elevada pressão devido às consecutivas tempestades que afetaram Portugal, destacando-se o Vouga, Mondego, Tejo e Sado.

Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até ao dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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