Especial
Apresentação da proposta de Orçamento do Estado para 2027

Albuquerque diz que "reivindicações fundamentais" da Madeira estão consignadas na proposta

Albuquerque diz que "reivindicações fundamentais" da Madeira estão consignadas na proposta

O presidente do Governo da Madeira destaca cerca de 80 milhões de euros para compensar a perda do fundo de coesão.

Lusa / Adicionar como fonte informativa

O presidente do Governo da Madeira (PSD/CDS-PP), Miguel Albuquerque, disse hoje que as "reivindicações fundamentais" da região estão consignadas no Orçamento do Estado para 2027, destacando cerca de 80 milhões de euros para compensar a perda do fundo de coesão.

"Em primeiro lugar temos que suprir, no quadro orçamental, a ausência de fundo de coesão. Isso está garantido, porque vai ser consignado 79,69 milhões de euros para suprir a ausência de fundo de coesão", afirmou, lembrando que o assunto foi abordado na reunião que manteve com o primeiro-ministro em 29 de setembro, em Lisboa.

"Depois, há também um apoio extraordinário que subiu para 82 milhões de euros, para fazer face a algumas despesas da saúde", indicou.

Miguel Albuquerque, também líder da estrutura regional do PSD, falava aos jornalistas à margem da sessão de abertura na VI Convenção dos Comportamentos Aditivos e Dependências da Madeira, que decorre até sexta-feira na Casa de Saúde São João de Deus, no Funchal.

"Aquelas reivindicações fundamentais da Madeira estão consubstanciadas [no Orçamento do Estado]", salientou.

O Governo, liderado pelo social-democrata Luís Montenegro, aprovou hoje em Conselho de Ministros a proposta de Orçamento do Estado para 2027, sendo que já tinha anunciado na quarta-feira à noite que o documento será entregue pelo ministro de Estado e das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, no parlamento hoje às 14:15.

A apresentação por Joaquim Miranda Sarmento no Ministério das Finanças está marcada para as 16:00.

Em relação à Madeira, Miguel Albuquerque considerou que, além das verbas para compensar a ausência do fundo de coesão e suprir as despesas de saúde, é também necessário aprovar "o mais rapidamente possível" no novo regime do Centro Internacional de Negócios, também designado como Zona Franca.

"Estes [assuntos] são, do meu ponto de vista, aquilo que é essencial para o Orçamento", disse.

O governante madeirense destacou ainda outros compromissos já assumidos pelo Estado, como a majoração do apoio financeiro à Universidade da Madeira, para realizar em três anos, e a criação de grupos de trabalho para avaliar a dívida dos subsistemas de saúde e a revisão da Lei das Finanças Regionais.

Miguel Albuquerque disse, por outro lado, que a proposta do Orçamento da região para 2027 já está a ser preparada, com a apresentação prevista para meados de novembro.

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