Economia
Guerra na Ucrânia
Alerta da ONU. Expectativa de vida, educação e rendimento está a diminuir
De acordo com a análise ao Índice de Desenvolvimento Humano definido pela ONU, os tempos pós-covid inverteram o crescimento do progresso e apresentam atualmente uma queda de expectativa de vida, educação e prosperidade económica. Apenas um em cada dez países não retrocedeu nestes parâmetros.
A pandemia da covid-19, a guerra da Ucrânia e os impactos das mudanças climáticas são apontadas no relatório das Nações Unidas, agora publicado, como razões principais para esta inversão de sentido.
O Programa da ONU para o Desenvolvimento (PNUD) anunciou que, pela primeira vez desde que foi criado, há mais de 30 anos, o Índice de Desenvolvimento Humano diminuiu em dois anos consecutivos, 2020 e 2021.
O Índice de Desenvolvimento Humano caracteriza e identifica o estado da saúde, educação e nível de vida. Ou seja, é um instrumento que mede as expectativas de vida, níveis de educação e padrões de vida dos países.
O ranking deste ano revela que alguns países estão a recuperar, enquanto outros continuam a debater-se com crises cada vez mais graves. Nos últimos dois anos, nove em cada 10 países retrocederam no Índice de Desenvolvimento Humano da ONU.
O Índice de Desenvolvimento Humano caracteriza e identifica o estado da saúde, educação e nível de vida. Ou seja, é um instrumento que mede as expectativas de vida, níveis de educação e padrões de vida dos países.
O ranking deste ano revela que alguns países estão a recuperar, enquanto outros continuam a debater-se com crises cada vez mais graves. Nos últimos dois anos, nove em cada 10 países retrocederam no Índice de Desenvolvimento Humano da ONU.
Da Suiça ao Sudão do Sul
O relatório conclui que a América Latina, a região das Caraíbas, a África Subsaariana e o Sul da Ásia foram particularmente atingidas.
A Suíça lidera a lista com uma expectativa de vida de 84 anos, uma média de 16,5 anos gastos em educação e um salário médio de 66.000 euros/ano
No segundo lugar e seguintes encontram-se a Noruega, Islândia, Hong Kong, Austrália e outras nações desenvolvidas.
Os países da África Subsaariana estão entre os piores classificados em desenvolvimento humano. O Sudão do Sul está no extremo pobre da escala, onde a expectativa de vida é de 55 anos, as pessoas passam apenas 5,5 anos na escola em média e ganham 768 euros por ano.
Os retrocessos na maioria dos 191 países incluídos no índice, especialmente na expectativa de vida, levaram os níveis de desenvolvimento de volta aos observados em 2016, revertendo uma tendência de 30 anos.
Em declarações ao Free Press Journal, um dos autores do relatório, Pedro Conceição, argumenta que o declínio sem precedentes no desenvolvimento humano foi impulsionado pela recessão económica e por uma diminuição na expectativa de vida.
Essa tendência inclui os Estados Unidos, que se posicionam em 21º lugar, e viram uma queda dramática na expectativa de vida devido à covid-19, baixando de 79 anos para 76,1 anos.
Desde que o Índice foi introduzido em 1990, a tendência global foi de crescimento até ao ano passado. Foi então a primeira vez que a medida de Desenvolvimento Humano caiu e os resultados deste ano consolidaram a tendência de queda.
O índice deste ano é baseado em dados de 2021. "Mas as perspectivas para 2022 são sombrias", diz Achim Steiner, também co-autor do documento, que identifica mais de 80 países com graves problemas para pagar a dívida nacional.
O relatório conclui que a América Latina, a região das Caraíbas, a África Subsaariana e o Sul da Ásia foram particularmente atingidas.
A Suíça lidera a lista com uma expectativa de vida de 84 anos, uma média de 16,5 anos gastos em educação e um salário médio de 66.000 euros/ano
No segundo lugar e seguintes encontram-se a Noruega, Islândia, Hong Kong, Austrália e outras nações desenvolvidas.
Os países da África Subsaariana estão entre os piores classificados em desenvolvimento humano. O Sudão do Sul está no extremo pobre da escala, onde a expectativa de vida é de 55 anos, as pessoas passam apenas 5,5 anos na escola em média e ganham 768 euros por ano.
Os retrocessos na maioria dos 191 países incluídos no índice, especialmente na expectativa de vida, levaram os níveis de desenvolvimento de volta aos observados em 2016, revertendo uma tendência de 30 anos.
Em declarações ao Free Press Journal, um dos autores do relatório, Pedro Conceição, argumenta que o declínio sem precedentes no desenvolvimento humano foi impulsionado pela recessão económica e por uma diminuição na expectativa de vida.
Essa tendência inclui os Estados Unidos, que se posicionam em 21º lugar, e viram uma queda dramática na expectativa de vida devido à covid-19, baixando de 79 anos para 76,1 anos.
Desde que o Índice foi introduzido em 1990, a tendência global foi de crescimento até ao ano passado. Foi então a primeira vez que a medida de Desenvolvimento Humano caiu e os resultados deste ano consolidaram a tendência de queda.
O índice deste ano é baseado em dados de 2021. "Mas as perspectivas para 2022 são sombrias", diz Achim Steiner, também co-autor do documento, que identifica mais de 80 países com graves problemas para pagar a dívida nacional.
"Oitenta países a um passo de enfrentar esse tipo de crise é uma perspetiva muito séria", afirma Steiner. "Estamos a ver rupturas profundas, cuja extremidade final se estenderá ao longo de vários anos", acrescenta.
Insegurança e polarização política
Pedro Conceição refere também que outros novos dados do relatório demonstram que os níveis globais de confiança são os mais baixos já registrados e sublinha que é aqui que se encontram as visões políticas mais extremas.
Pedro Conceição refere também que outros novos dados do relatório demonstram que os níveis globais de confiança são os mais baixos já registrados e sublinha que é aqui que se encontram as visões políticas mais extremas.
"A incerteza e o sentimento de insegurança endurecem os compromissos das pessoas com um grupo que compartilha um conjunto semelhante de crenças e aumenta a hostilidade a outros grupos que pensam de forma diferente".
O relatório alerta que a insegurança e a polarização estão "a alimentar-se uma da outra", impedindo que os estados tomem decisões coletivas necessárias para lidar com as múltiplas ameaças e crises que o mundo enfrenta.
"A tecnologia digital muitas vezes adiciona combustível a essa chama de divisão", observa Pedro Conceição, e acrescenta: "como resultado, o relatório documenta que as práticas democráticas estão sob pressão."
O relatório alerta que a insegurança e a polarização estão "a alimentar-se uma da outra", impedindo que os estados tomem decisões coletivas necessárias para lidar com as múltiplas ameaças e crises que o mundo enfrenta.
"A tecnologia digital muitas vezes adiciona combustível a essa chama de divisão", observa Pedro Conceição, e acrescenta: "como resultado, o relatório documenta que as práticas democráticas estão sob pressão."
Our NEW #HDR2022 looks at how #COVID19 – compounded by inequalities, climate shocks, rapid technological innovation and social mistrust – has undone #HumanDevelopment progress in 90% of countries.
— UN Development (@UNDP) September 8, 2022
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