Almeida Henriques diz que "não há margem para errar" na construção do I3S no Porto
O secretário de Estado adjunto da Economia, António Almeida Henriques, considera que "não há margem para errar" na construção das instalações do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (I3S), sendo esta quinta-feira o arranque oficial das obras.
Aprovado no final de 2010 para obtenção de financiamento comunitário e contratado há quase dois anos, o projeto das instalações do I3S, que tem uma taxa de comparticipação de 85% que totaliza 18,3 milhões de euros, chegou a constar de uma lista de investimentos em risco de serem cancelados por causa de adiamentos no começo da sua execução.
Por isso e por se estar a aproximar o final do atual quadro comunitário, Almeida Henriques, que vai hoje marcar presença no arranque da obra, relembra, de acordo com o texto do discurso, que "novos atrasos não ajudam à regularidade do financiamento, nem aos objetivos nacionais de uma execução plena dos fundos comunitários".
"Depois dos riscos e receios que vivemos e testemunhamos no adiamento ou cancelamento desta casa, este dia será a data mais marcante da história do projeto: porque é o dia do seu não retorno absoluto", acrescentou o secretário de Estado, que recentemente anunciou a saída do Governo para se candidatar à Câmara Municipal de Viseu.
A construção do edifício-sede e de laboratórios do I3S, adjudicada à Mota Engil, vencedora do concurso público lançado em março de 2012, deverá ficar concluída em julho de 2014. Tecnicamente, segundo fonte da Universidade do Porto, as obras iniciaram-se em janeiro, com trabalhos de terraplanagem.
Lançado em 2008, o I3S irá albergar cerca de 250 investigadores doutorados, com um total de mais de 700 funcionários, e irá centrar-se em áreas chaves para o desenvolvimento de respostas aos novos desafios na área da saúde, como as Doenças Neurodegenerativas, Cancro, Doenças Infeciosas e Medicina Regenerativa.
O consórcio é constituído por três das mais reconhecidas e produtivas instituições nacionais de investigação biomédica, os institutos de Biologia Molecular e Celular (IBMC), de Engenharia Biomédica (INEB) e de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto (IPATIMUP).
O projeto do novo "supercentro" de investigação contempla a construção de um edifício de 14 mil metros quadrados, inteiramente dedicado a laboratórios e serviços de investigação.
O edifício será ligado ao atual do IPATIMUP, no polo da Asprela, que será reconvertido para salas de aulas de mestrado e doutoramento, auditórios e serviços administrativos do I3S.