Alteração dos estatutos e alargamento do conselho geral na AG do BCP
A alteração dos estatutos do BCP e o alargamento do conselho geral e de supervisão são os dois pontos em destaque na assembleia geral extraordinária dos accionistas do maior banco privado português, que decorre hoje no Porto.
O primeiro ponto da ordem de trabalhos da assembleia geral extraordinária de hoje refere-se à alteração dos estatutos do banco, do sistema dualistas para o monista, sendo a proposta assinada por 7 accionistas, como a Lusa noticiou: a SGC, de Pereira Coutinho; a Sogema, de Bernardo Moniz da Maia; a Investifino, de Manuel Fino; a Fundação José Berardo; Vasco Pessanha, Filipe de Botton e Diogo Vaz Guedes.
Para ser aprovada, esta proposta precisa de reunir os votos de dois terços do capital do banco presente na assembleia geral, e, no caso de isso acontecer, o ponto dois da ordem de trabalhos prevê que sejam eleitos os novos órgãos sociais da instituição financeira, sendo apresentada uma lista pelos mesmos accionistas, na qual Teixeira Pinto aparece como presidente do conselho de administração alargado.
Os pontos 3 e 4 da ordem de trabalhos incluem duas propostas, feitas pela TEDAL, da família Teixeira Duarte, para que se mantenham o número de membros do actual conselho de administração e, também, do conselho geral e de supervisão.
Uma proposta relativa ao ponto 3, para a eleição de 3 novos administradores, foi retirada ainda durante a discussão de questões prévias da assembleia de 6 de Agosto, o mesmo tendo acontecido ao ponto 5, relativo à destituição de 5 administradores.
A retirada do ponto 5 fez com que o ponto 6 -- para a eleição de 3 novos administradores --, que estava dependente da aprovação do ponto imediatamente anterior, caísse.
O ponto 7 versa o aumento do número de membros do conselho geral e de supervisão, dos actuais 11 para 24, sendo proposta uma lista que inclui nomes como os de António de Sousa, António Mexia, Diogo Vaz Guedes, Filipe Botton, entre outros.
Este é o ponto sobre o qual têm incidido as negociações entre accionistas, discutindo-se a retirada dos restantes pontos da ordem de trabalhos e a introdução de uma proposta neste ponto 7, com uma nova lista, corporizando um acordo conjuntural que dá aos accionistas margem para aprofundamento no futuro.
Em caso de não existir acordo, fonte ligada à Teixeira Duarte disse à Lusa que poderia apresentar uma nova lista, de sua iniciativa, ainda no decorrer da assembleia geral de segunda-feira.
O último ponto da ordem de trabalhos, o ponto 8, refere-se à possível destituição de membros do conselho geral e de supervisão.