América Latina cresce 5,6 por cento em 2007 e completa cinco anos de expansão

Santiago do Chile, 14 Dez (Lusa) - A economia da América Latina e das Caraíbas cresceu 5,6 por cento em 2007, completando assim cinco anos de crescimento, de acordo com um balanço preliminar apresentado hoje em Santiago pela Comissão Económica para a América Latina e as Caraíbas (CEPAL).

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Panamá, com 9,5 por cento, Argentina com 8,6, Venezuela, com 8,5 e Peru com 8,2 por cento, lideraram o crescimento a nível de países, enquanto no extremo inferior da escala se situaram a Nicarágua (3 por cento), Equador (2,7 por cento), Jamaica (1,5 por cento) e Dominica (1 por cento).

Também com altos níveis de expansão figuram a República Dominicana (7,5 por cento), Uruguai (7,5 por cento) Colômbia, Costa Rica e Cuba todas com 7 por cento, enquanto as Honduras cresceram 6 por cento e Paraguai e Guatemala com 5,5 por cento, segundo o texto.

Brasil, Chile e Suriname cresceram 5,3 por cento, enquanto esse crescimento em El Salvador é de 4,5 por cento, o mesmo que a Guayana, ao passo que a Bolívia só cresceu 3,8 por cento.

México, Haiti e Bahamas expandiram a sua economia 3,3 por cento, assinala o relatório da Comissão Económica para a América Latina e as Caraíbas (CEPAL).

O crescimento abarcou praticamente todos os países da região, apesar de no segundo trimestre terem enfrentado um agravamento do contexto financeiro externo, devido à crise das hipotecas nos Estados Unidos, que aumentou a incerteza na economia internacional, destaca o documento.

Para o próximo ano, a CEPAL vaticina uma moderação do crescimento, que seria sempre de 4,9 por cento para acumular seis anos consecutivos de resultados positivos.

No final desse sexénio, a região terá acumulado uma expansão de 24 por cento do seu Produto Interno Bruto (PIB) por habitante.

"Para encontrar um período em que o PIB por habitante mostre um crescimento sustentado superior a 3 por cento haveria que remontar a 40 anos atrás, em finais dos anos sessenta e princípio dos setenta", destaca o relatório.

A maioria dos países registou uma afluência dos investimentos estrangeiros que alcançou um recorde histórico de 95 mil milhões de dólares, o que aumentou a pressão sobre o câmbio e deu origem a uma grande acumulação de reservas internacionais, cujo aumento superará 3,5 do PIB regional.

A inflação atingirá em 2007 uma média de 6 por cento contra os 5 por cento de 2006.

Outro factor positivo é a diminuição do desemprego, para 8 por cento, um nível semelhante ao do começo dos anos 90, descida acompanhada de uma melhoria relativa na qualidade do emprego, o que unido ao crescimento do PIB, influencia positivamente os indicadores da pobreza, segundo o texto.

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