Angola precisa de economia suficientemente livre para finalmente se diversificar - UNITA

Angola precisa de economia suficientemente livre para finalmente se diversificar - UNITA

O líder da UNITA, maior parido da oposição angolana, disse hoje, em Luanda, que Angola não precisa de mais promessas de diversificação, mas de uma economia "suficientemente livre para finalmente se diversificar".

Lusa /

Adalberto Costa Júnior fez hoje uma comunicação ao país sobre a situação política, económica e social de Angola, frisando que os angolanos precisam de "um Estado suficientemente disciplinado para finalmente libertar o potencial produtivo da sociedade".

Segundo Adalberto Costa Júnior, Angola não desperdiçou décadas por falta de recursos, mas porque organizou os seus recursos, orçamento, moeda e o seu aparelho institucional dentro de um modelo que concentrou decisões, protegeu rendas, adiou reformas e transformou recursos abundantes em dependência.

"O país possui recursos naturais abundantes, localização estratégica e uma população jovem. Ainda assim, permanece vulnerável, pouco diversificado, sob forte compressão fiscal, com fraca profundidade financeira e excessivamente dependente de uma única fonte de divisas: o petróleo", destacou Adalberto Costa Júnior.

Para o líder do segundo maior partido político em Angola, o problema do país não se resume à volatilidade do preço do crude, aos choques externos ou à insuficiência de programas públicos.

O político argumentou que "o que tem faltado de forma consistente é um ambiente económico em que produzir se torne mais racional do que captar rendas, investir mais seguro do que esperar proteção, formalizar mais vantajoso do que permanecer à margem e diversificar mais rentável do que continuar dependente do petróleo e do Estado".

Na sua longa intervenção, o presidente da UNITA frisou que a questão central do diagnóstico que apresentou "não é apenas quanto Angola arrecada, exporta, deve ou cresce", mas que modelo económico os dados revelam.

Adalberto Costa Júnior disse ainda que a concentração de poderes no Presidente da República "permite a captura política da justiça", enumerando ainda como problemas para o país a corrupção, a falta de qualidade da educação e da saúde, a pobreza, a desigualdade e a falta de oportunidades.

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