Ansião com 3 milhões de euros de prejuízos em infraestruturas municipais

Ansião com 3 milhões de euros de prejuízos em infraestruturas municipais

A Câmara de Ansião, no distrito de Leiria, regista hoje três milhões de euros (ME) de prejuízos em infraestruturas municipais, afirmou à agência Lusa o seu presidente, Jorge Cancelinha.

Lusa /

"Estamos a fazer neste momento um levantamento de prejuízos, (...) ainda assim, nas infraestruturas municipais, aquilo que estimamos, para já, porque já fizemos uma primeira avaliação, mas depois, mais tarde, tivemos de reavaliar, porque aparecem mazelas que não estavam quantificadas, [são] na ordem dos três milhões de euros", declarou Jorge Cancelinha.

De acordo com Jorge Cancelinha, o concelho "tem 50 edifícios municipais", sendo que "todos eles tiveram alguma mazela, todos eles tiveram de merecer obras, para já, de remediação, mas depois obras um bocadinho mais consistentes, nomeadamente o mercado municipal".

Neste último caso, era já um espaço para requalificar, referiu.

O autarca explicou que os danos se estendem ao estaleiro municipal, todos os estabelecimentos de ensino e dois pavilhões gimnodesportivos.

"Em nove estabelecimentos de ensino tivemos de repor coberturas e, nalguns deles, também reparar a nível estrutural por causa de infiltrações", precisou.

O presidente da Câmara referiu que o montante é uma estimativa de prejuízos em espaços municipais, sendo que o resto está a ser estimado agora.

"Até ao dia de hoje, tínhamos dado entrada de 328 candidaturas de particulares, mas isso são contas à parte. Ainda estamos a receber também aquilo que são as estimativas de estragos das associações, IPSS [instituições particulares de solidariedade social], juntas de freguesia, essencialmente isso", adiantou Jorge Cancelinha.

Dezoito pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.

A situação de calamidade que abrangia os 68 concelhos mais afetados terminou no dia 15 de fevereiro.

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