Antiga sede do BPP no Porto vendida em leilão por montante 10 vezes superior a preço inicial

Porto, 16 nov (Lusa) -- A antiga sede do Banco Privado Português (BPP) no Porto, ocupada por diversas ocasiões pelos clientes, foi vendida em leilão por 3.505.100 euros, dez vezes acima do preço base, segundo anunciou a Direção-Geral dos Impostos.

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O valor base do imóvel situado na Avenida de Montevideu, na zona da Foz da cidade, era de 394.611 euros, tendo sido apresentadas 218 propostas até terça-feira, pelo edifício de três pisos e 15 divisões, localizado num terreno de 2.072 metros quadrados.

"Área bruta de construção de 1.020 metros quadrados, área bruta dependente 42 metros quadrados e área bruta privativa de 978 metros quadrados, inscrito na matriz em 1980, com o valor patrimonial de 563.730 euros", podia ler-se no anúncio publicado na página da Direção-geral dos Impostos.

A falta de liquidez do BPP motivou a intervenção do Banco de Portugal, no final de 2008, tendo o supervisor bancário nomeado uma equipa de gestores liderada por Fernando Adão da Fonseca, que encerrou o seu ciclo na administração do BPP em meados de abril, quando a entidade agora liderada por Carlos Costa retirou a licença bancária da instituição, tendo então sido nomeada pelo Banco de Portugal a comissão liquidatária do banco, presidida por Luís Máximo dos Santos, que definiu a lista de credores reconhecidos.

Na terça-feira, o advogado Carlos do Paulo, que representa os clientes do BPP, acusou o Estado de "prejudicar muitos credores" do banco ao alienar património sem que a verba conseguida vá para a "massa falida".

"O Estado está a exercer privilégios creditórios em detrimento dos clientes. Está a alienar património prejudicando clientes porque isto não vai para a massa falida do banco", disse à Lusa Carlos do Paulo, referindo-se à venda em leilão do edifício.

 

 

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