Aproximação entre TAP e Portugália bem-vista pelo governo
O ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações afirmou hoje "ver com bons olhos" uma aproximação entre a TAP e a Portugália, mas espera pelas propostas das companhias de aviação portuguesas.
António Mexia falava aos jornalistas à margem da apresentação do plano de expansão do Metropolitano.
O ministro afirmou que "as companhias têm de defender a indústria nacional" e que veria "a aproximação entre as companhias com bons olhos" mas espera "pelo trabalho das empresas".
"Reagimos perante as propostas e decidimos em função dos interesses do Estado e dos portugueses", disse.
O Semanário Económico avançou hoje com a notícia de que a TAP se prepara para comprar a Portugália, ou, em alternativa, uma fusão entre as duas transportadoras.
António Mexia explicou que "até ao final do ano, as companhias portuguesas têm de ver se é possível chegar a algum tipo de acordo, porque com a entrada da TAP na Star Alliance dá-se por concluído o acordo de "code-share" [partilha de voos] com a Portugália".
"O que ficou estabelecido é que as companhias querem propor soluções. As empresas portuguesas têm de cooperar porque esta é uma indústria muito competitiva", adiantou.
A Portugália anunciou no final de Outubro que está a negociar a entrada da companhia regional na SkyTeam, aliança internacional congénere da Star Alliance, para a qual entrou recentemente a TAP.
A companhia liderada por João Ribeiro da Fonseca recusa aceitar entrar na Star Alliance porque diz que poria em risco o principal mercado internacional da Portugália, o espanhol, por causa da presença da Spannair na aliança.
A integração da Portugália nesta aliança significaria a ruptura da parceria com a TAP, que já decidiu integrar uma outra aliança, a Star Alliance, liderada pela Lufthansa.
Ribeiro da Fonseca tem afirmado que avançará com a decisão de entrar na SkyTeam até ao Natal, "a não ser que do lado da TAP haja uma mudança significativa".