apupos para a mesa e segurança chamada para refrear accionista mais exaltado contra administração

Porto, 15 Jan (Lusa) - As intervenções de pequenos accionistas do BCP na assembleia geral de hoje motivaram apupos para o presidente da mesa, por cortar a palavra aos que excediam o tempo, e a intervenção da segurança para retirar um accionista mais exaltado contra a administração.

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Antes de dar lugar à votação para elegerem a futura administração, o presidente da mesa deu a palavra a accionistas que desejassem questionar os candidatos, mas a maioria dos intervenientes acabou por utilizar esse tempo para questionar a administração cessante e anteriores.

A segurança foi chamada para retirar um accionista mais exaltado e acutilante nas acusações aos administradores cessantes do banco e houve também apupos ao presidente da mesa, obrigado em alguns casos a cortar a palavra a accionistas que excediam o tempo de intervenção.

"A futura administração devia ter a coragem de congelar os bens dos administradores [cessantes] porque eles andaram a delapidar o banco", acusou esse pequeno accionista, entre insultos dirigidos especificamente a Filipe Pinhal, ainda presidente da administração do BCP.

Houve um "muito obrigado a Joe Berardo" de um outro accionista por ele ter denunciados os alegados ilícitos ocorridos nos últimos anos, mas também quem questionasse o que o move e "de onde vem o dinheiro para investir no BCP", onde detêm uma participação superior a seis por cento.

O problema dos pequenos accionistas, que dizem ter sido pressionados na campanha para compra de acções do BCP com empréstimos concedidos pelo banco, nos aumentos de capital do início da década, foi levantado por vários intervenientes.

"Fui burlado", acusou um outro accionista, enquanto um outro perguntava aos candidatos à presidência "como pretendem resolver essa situação".

Houve também quem criticasse a candidatura à administração do BCP de gestores que até há dias eram administradores da Caixa Geral de depósitos.

"Isto é o fim de uma grande instituição (...) a entrega de um banco privado a um estado cada vez mais incompetente", chegou a afirmar um pequeno accionista.

As intervenções/interpelações dos pequenos accionistas prolongaram-se por mais de uma hora, adiando assim a votação do segundo ponto da ordem de trabalhos.

Aplaudida por muitos foi a intervenção, neste período, de Miguel Cadilhe, que ao contrário dos proponentes da lista rival, liderada por Carlos Santos Ferreira, usou do tempo que lhe foi concedido pela mesa para fazer uma intervenção perante os accionistas, centrada em condenar a actuação do Banco de Portugal na "presunção imperdoável" lançada sobre membros da administração do BCP.


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