As queixas mais frequentes dos clientes das agências de viagem
As alterações aos programas definidos, os atrasos nos voos e as más condições de alojamento são as queixas mais frequentes dos turistas ao provedor do cliente das agências de viagens.
O provedor João Vera Jardim revelou hoje que até 15 de Julho foram recebidas 219 reclamações, das quais 133 foram analisadas e destas 49 obtiveram uma apreciação contra as pretensões do turista, enquanto 43 foram favoráveis ou parcialmente favoráveis.
Das queixas não apreciadas, 38 referiam-se a agências não aderentes ao provedor, uma situação que poderá ser menos frequente no futuro.
A associação representativa das agências de viagens (APAVT) passou a exigir que as suas associadas adiram ao provedor.
Entre os motivos da insatisfação dos clientes das agências, o mais importante, com 31 queixas, é a alteração do programa inicialmente proposto pela agência de viagens, nomeadamente de horários, itinerários, excursões não realizadas ou mudança de hotel.
Os atrasos no voo aparecem em segundo lugar com 21 casos, seguida das más condições de alojamento e transporte.
No ano passado, das 728 queixas, aproximadamente o dobro das recebidas no ano anterior, as más condições de alojamento e os atrasos nos voos foram as mais apontadas pelos clientes, com 132 e 126 reclamações, respectivamente.
Vera Jardim explicou que os problemas surgidos no Verão de 2004 com algumas ligações aéreas, principalmente com charters (voos não regulares) para a América Latina (Brasil) e Caraíbas, com atrasos que chegaram a ser de dois a três dias, vieram aumentar as queixas.
E em alguns casos as indemnizações a pagar pelas agências (e depois pelas companhias aéreas) foram elevadas pois as razões apresentadas pelos clientes relativas a perdas de negócios ou falhas no trabalho "justificavam".
Embora seja difícil de quantificar, o provedor refere que as indemnizações mais frequentes são entre 10 e 20 por cento do valor do pacote turístico, mas "não há regra".
Quanto ao aumento do número de queixas no ano passado, Vera Jardim explica que se deve ao conhecimento que os turistas têm da existência do provedor, mas também à maior consciência dos direitos dos consumidores.
No ano passado, das 216 queixas não analisadas, 90 referiam-se a agências não aderentes ao provedor.
Vera Jardim recomenda aos turistas que se informem muito bem acerca das condições em que estão a contratar as suas viagens, em todos os pontos, como alojamento, distância até à praia, inclusão de pequenos-almoços, ou as deslocações planeadas no local.
às agências de viagens, nomeadamente às cerca de 250 aderentes, o provedor aconselha a que cumpram a lei e dêem todas as informações aos seus clientes.
O provedor recebe queixas dos turistas sobre a intervenção das agências de viagens, analisa e decide.
Mais de 50 por cento das reclamações são apresentadas depois de Setembro, após as férias, segundo Vera Jardim.
Recentemente a Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT) assinou um protocolo com a DECO para que esta reencaminhe as queixas acerca da actuação destas empresas para o provedor.
Além destas alternativas, os turistas insatisfeitos podem queixar-se à Direcção Geral do Turismo.