Assinado protocolo entre Portugal e estado brasileiro Pernambuco
A PME Portugal - Associação das Pequenas e Médias Empresas e a Agência de Desenvolvimento Económico de Pernambuco (ADDIPER) assinaram hoje um protocolo de cooperação para apoiar o investimento e intercâmbio comercial entre Portugal e o Brasil.
Nos termos do protocolo, a ADDIPER prestará apoio ao nível da instalação de empresas portuguesas no Brasil, segurança no investimento e recurso a mecanismos brasileiros de financiamento e benefícios fiscais.
Paralelamente, a associação portuguesa compromete-se a disponibilizar apoio logístico e orientação aos empresários brasileiros que desejem investir ou fazer negócios com Portugal, informando-os das oportunidades existentes.
O protocolo foi hoje firmado, no Porto, entre o presidente da PME Portugal, Joaquim Cunha, e o director de negócios da ADDIPER, Domenico Trindade, e é válido até final de 2006, após o que pode ser renovado.
Na ocasião, Joaquim Cunha justificou o acordo com o facto de a capital do Estado de Pernambuco, Recife, ser "a porta de entrada do Nordeste brasileiro, onde não há qualquer instituição portuguesa relevante instalada".
"Trata-se de um protocolo estruturante porque dará fiabilidade à prestação de apoio ao investimento aos empresários portugueses", considerou.
Aliás, disse, foi precisamente com esse objectivo que a PME Portugal abriu, em Janeiro, uma delegação no Recife, dedicada ao apoio ao investidor português, assessoria fiscal e legal, criação e domiciliação de empresas, elaboração de projectos de investimento e pesquisa de oportunidades de negócio.
Na mesma linha, Domenico Trindade destacou que os mercados do Rio de Janeiro e de S. Paulo "já ficaram muito caros para receber investimentos", o que confere ainda maior atractividade a Estados do Nordeste como Pernambuco.
Como principais oportunidades naquela região do Brasil o director de negócios da ADDIPER apontou, para os grandes investidores portugueses, a área do imobiliário e do investimento turístico.
Já para os pequenos e médios empresários, Domenico Trindade garante que Pernambuco pode constituir "uma excelente oportunidade" para a instalação de indústrias e como plataforma para exportação.
Por sectores, recomendou a produção de frutas e/ou a sua industrialização, de gesso e seus derivados (Pernambuco possui a maior jazida de gesso do Brasil e das Américas), confecção (o Estado é o segundo maior produtor de vestuário do Brasil), cultura de camarões, piscicultura e turismo rural.
Destacou ainda a avicultura, a floricultura, os serviços, a área médica (Pernambuco é o segundo maior pólo médico do Brasil) e o turismo.
De acordo com Domenico Trindade, o complexo tecnológico Porto Digital, instalado no Estado de Pernambuco e especializado no desenvolvimento de +software+, constitui também uma muito boa oportunidade para investimentos na área da informática.
Finalmente, também a área portuária surge como uma opção a considerar por potenciais fornecedores de mão-de-obra, tecnologia ou serviços para a indústria naval, uma vez que está actualmente em instalação na região o maior estaleiro da América do Sul.
De referir também a área dos hemoderivados e biotecnologia, da refinação do petróleo e de fibras e resinas.
Com perto de oito milhões de habitantes, o Estado de Pernambuco é considerado o centro logístico e económico do Nordeste brasileiro, com 98 centros de distribuição e 112 centrais de importação.