Associação de Diamantes vai dar voz ao Continente Africano

A criação da Associação dos Países Africanos Produtores de Diamantes (ADPA) representa, na perspectiva do governo angolano, "um marco importante" para dar voz a um continente que concentra a maioria da produção mundial daquelas pedras preciosas.

Agência LUSA /

"A nossa associação é um marco importante para elevar a voz dos estados africanos na formulação de políticas e estratégias relativas à indústria diaman tífera", afirmou Aguinaldo Jaime, ministro-adjunto do primeiro-ministro angolano , na intervenção que encerrou a cerimónia constitutiva da ADPA.

No seu discurso, Aguinaldo Jaime defendeu ainda que a nova organização permitirá "acabar com o paradoxo" de o continente representar mais de 60 por cen to da produção de diamantes, mas não se ver os resultados dessa indústria a bene ficiar as populações.

O ministro-adjunto do primeiro-ministro defendeu a necessidade de ser c riado "valor acrescentado" nas economias dos países produtores de diamantes, mas frisou que esse objectivo "não poderá ser atingido por cada um dos países isola damente".

Nessa perspectiva, considerou que a criação da ADPA "representa o triun fo da unidade, concertação, cooperação, paz e desenvolvimento, para que África p ossa finalmente falar a uma só voz no processo de regulação desta importante ind ústria".

"As populações dos países africanos que foram abençoados pela natureza com recursos minerais, entre os quais os diamantes, olham para nós com redobrada atenção", afirmou, considerando "muito importante que a produção de diamantes s irva fundamentalmente as populações".

Esse objectivo passa "pelo estabelecimento de políticas sustentáveis, p ela atracção do investimento privado, nacional ou estrangeiro, e pelo aumento da responsabilidade social das empresas produtoras de diamantes".

"É importante também que a indústria mineira, que não é fortemente gera dora de empregos, se articule coerentemente numa estratégia bem concebida com o sector não mineral da economia", acrescentou.

Estas preocupações foram também abordadas pelo comissário da União Afri cana para os Assuntos Económicos, Maxwel Nkuezalamba, recordando que o continent e gera a maior parte das suas receitas através da exploração de petróleo e diama ntes.

Por essa razão, defendeu que "a produção de diamantes precisa de políti cas macro-económicas boas, tendentes a melhorar as condições de vida das populaç ões".

"A União Africana vê com bons olhos a criação desta associação como um órgão vital para o alcance dos objectivos do Desenvolvimento do Milénio, através de uma melhor gestão dos diamantes e reduzir a pobreza no continente", acrescen tou Maxwel Nkuezalamba, na intervenção que proferiu na cerimónia de constituição da ADPA.


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