Associação lançada em Londres para promover países africanos lusófonos

Uma nova organização criada para reforçar a cooperação entre o Reino Unido e os países africanos de língua oficial portuguesa (PALOP) foi hoje lançada em Londres com o apoio do deputado trabalhista Calvin Bailey. 

Lusa /

Enviado comercial do Governo britânico para a África Austral, Bailey afirmou que as diásporas podem ajudar a estimular as relações económicas e comerciais do Reino Unido com outros países, e que o lançamento da PALOP Society foi uma oportunidade de chegar às comunidades lusófonas africanas.

"O meu trabalho é ajudar a derrubar as barreiras ao comércio entre esses países e blocos [regionais]. Uma das maneiras de o fazer é através da diáspora. As comunidades trazem comércio", afirmou à agência Lusa. 

A iniciativa partiu do ativista anglo-angolano Ângelo da Costa, que promoveu um programa de intercâmbio académico entre o Reino Unido e Angola e agora quer criar um diálogo ao mais alto nível com todos os países africanos de língua oficial portuguesa. 

"A Palop Society foi criada para levar essas conversas a um nível top, o mais top que pudermos. Eu quero criar no próximo ano o primeiro Palop Economic Forum", revelou à Lusa. 

No evento que se realizou hoje no Palácio de Westminster, onde funciona o parlamento britânico, estiveram representadas as comunidades de todos os países lusófonos, mas apenas Angola e Moçambique ao nível diplomático. 

"Todos os países têm diferentes agendas, coisas que eles precisam, mas uma das coisas que eu percebi é que alguns países que não têm embaixada [em Londres] não são reconhecidos ao mesmo nível que os outros são. E é uma das coisas que eu estou motivado para tentar mudar", vincou Ângelo da Costa.

O cabo-verdiano Marco Lopes, presidente da associação Palop United, qualificou esta uma "ideia fantástica" para dar "uma maior visibilidade aos PALOP".

O angolano José Gomes Utola, presidente da Confederação das Associações Angolanas no Reino Unido (CAARU), disse esperar que esta nova plataforma permita dar maior reconhecimento à comunidade angolana no Reino Unido e eventualmente abrir caminho a parcerias de investimento em ambos os sentidos.

"O primeiro passo está marcado, estamos ansiosos para os próximos passos", afirmou.

 

 

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