Ativos no Banco Nacional de Comércio de Timor-Leste (BNCTL) duplicaram em 2014

Os ativos do Banco Nacional de Comércio de Timor-Leste (BNCTL) duplicaram no último ano para mais de 90 milhões de dólares (77,3 milhões de euros) segundo os dados do balanço, não auditados, publicados hoje pela entidade financeira.

Lusa /

No final de 2014 o BNCTL tinha ativos totais de 90.097.000 dólares, praticamente o dobro dos ativos totais de 47.630.000 dólares (40,9 milhões de euros) que detinha no final de 2013.

Os dados, publicados hoje pelo banco na imprensa timorense, referem que o volume total de créditos cresceu de cerca de 21,3 para 26 milhões de dólares (de 18,3 para 22,3 milhões de euros) e que os depósitos de clientes mais que duplicaram, de 31,5 para 64,6 milhões de dólares (de 27 para 55,5 milhões de euros).

Criado em julho de 2011, a partir do antigo Instituto de Microfinanças de Timor-Leste (IMfTL) - por sua vez criado em 2001) o BNCTL nasceu com um capital inicial de apenas dois milhões de dólares(1,7 milhões de euros) do "Trust Fund for East Timor" (TFET), uma iniciativa do Banco Asiático de Desenvolvimento (BAD).

Na sua fase inicial contou com uma licença bancária restrita que permitia mobilização de depósitos até um teto de um milhões de dólares e empréstimos máximos de até 5.000 dólares (4.290 euros), numa iniciativa parecida às de outras instituições de microcrédito.

As operações aumentaram rapidamente, com o saldo de ativos, depósitos e empréstimos a passar de 2,4 milhões de dólares (dois milhões de euros) em 2002 para 12,7 milhões de dólares (10,9 milhões de euros) em 2011 e a mobilização de empréstimos e depósitos a crescer de apenas 65 mil dólares (55.800 euros) para 5,3 milhões de dólares (4,5 milhões de euros).

Entre 2011 e 2013 os ativos cresceram 140% para 47,63 milhões de dólares (40,9 milhões de euros).

Este crescimento levou o BAD, em 2008, a rever o modelo de negócio, tendo o IMfTL sido entregue ao Estado timorense para a concessão de uma licença bancária que veria o nascimento do primeiro banco comercial timorense, hoje com 17 sucursais em todo o país.

O BNCTL acabaria por nascer a 11 de julho de 2011, com um capital de 10 milhões de dólares (8,59 milhões de euros).

Hoje o banco quer consolidar-se como fornecedor de serviços financeiros tanto a nível urbano como rural, apostando no microcrédito mas ampliando a sua ação para a banca comercial tradicional.

Eventualmente, segundo a missão do BNCTL, o banco quer ser o único depositário do Governo, assumindo progressivamente funções e responsabilidades adicionais, incluindo gestão do tesouro e de fundos.

Além do BNCTL operam em Timor-Leste sucursais de três bancos internacionais, o BNU do grupo português CGD, do indonésio Mandiri e do australiano ANZ.

Gastão Sousa, diretor da Divisão de Estudos Económicos e Estatísticos do Banco Central (BC) timorense disse à agência Lusa esta semana que os depósitos na banca em Timor-Leste rondam os 500 milhões de dólares (429,5 milhões de euros).

O volume total de crédito "não é mais de 200 milhões de dólares" (171,4 milhões de euros), estando "praticamente estagnado", com um crescimento de menos de 10% nos últimos oito anos, disse ainda.

 

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