Aumento contribuições ADSE é "novo aumento impostos"
O líder do PSD criticou a proposta do Governo para aumentar a contribuição dos funcionários públicos para a ADSE de um para 1,5 por cento, garantindo tratar-se, "na prática", de um "novo aumento de impostos".
"O aumento das contribuições para a ADSE é, na prática, um novo aumento de impostos. Um aumento de impostos sobre 750 mil funcionários públicos e 250 m il reformados da função pública", afirmou Marques Mendes, classificando a propos ta como "inaceitável".
Luís Marques Mendes falava hoje, ao final da tarde, em Évora, na sessão de encerramento da Convenção Distrital do PSD, que decorreu, ao longo do dia, n uma unidade hoteleira da cidade.
A proposta do Governo que prevê o aumento das contribuições para a ADSE , os serviços sociais dos funcionários públicos, de um para 1,5 por cento, foi a presentada quinta-feira aos sindicatos.
Também os reformados cuja pensão seja igual ou superior a 1,5 salários mínimos, cerca de 579 euros, passarão a descontar um por cento.
O ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, justificou, sexta-feira, que é injusto serem todos os portugueses a pagar o sistema de saúde especial dos funcionários públicos (ADSE), que, em 2005, registou um défice de 763 milhões d e euros.
Contudo, para o presidente do PSD, a política do Governo é "errada, inj usta e inaceitável".
"O Governo passa a vida a dizer que não vai haver mais aumentos de impo stos e, depois, todos os dias faz o contrário do que promete. Agora, é um novo a umento de impostos, na prática sobre os funcionários públicos e reformados da fu nção pública", acusou.
O executivo socialista liderado por José Sócrates, segundo Luís Marques Mendes, "aumenta contribuições, aumenta taxas e aumenta impostos, em vez de faz er o que deveria fazer, ou seja, combater a sério a despesa de funcionamento do aparelho do Estado".
A edição de hoje do Jornal de Notícias destaca que o aumento da taxa pa ra os funcionários públicos e a inclusão de reformados no universo de contribuin tes para a ADSE vão permitir ao Estado um encaixe anual adicional de 104 milhões de euros.