Autarca do Montijo defende escolha que melhor servir interesses do país

Montijo, 28 Nov (Lusa) - A presidente da Câmara do Montijo, Maria Amélia Antunes, defendeu hoje que a escolha do local para o novo aeroporto deve ser tomada de acordo com os interesses do país e confia na decisão que o governo tomar.

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"Todas as escolhas têm aspectos positivos e negativos, tem que ser escolhida a opção que tenha mais aspectos positivos e que beneficie o país, pois em causa não poderão estar os interesses de qualquer região. Esta é uma infra-estrutura nacional e não regional e isso deve ser tido em conta", disse, em declarações à Lusa.

A autarca defende que nenhum dos estudos é do seu conhecimento ao pormenor, mas defendeu que o facto de existirem vários estudos em desenvolvimento é um "factor positivo".

"Pelos vistos existem vários estudos, mas nenhum desses estudos é do nosso conhecimento em pormenor, fala-se é muito nos custos. É importante que os estudos sejam desenvolvidos para uma decisão que deve ter em conta o país no seu todo", referiu.

Maria Amélia Antunes confessou que a Câmara do Montijo vai aceitar a escolha feita pelo governo, pois "confia" que a solução escolhida será a que melhor defende os interesses de Portugal.

"O Montijo confia que o Governo vai fazer a melhor escolha. Cada entidade tem a sua perspectiva que transmite através dos estudos, mas será o governo a decidir", concluiu.

O estudo sobre a localização do segundo aeroporto de Lisboa promovido pela Associação Comercial do Porto (ACP) admite a possibilidade de construção em Alcochete, para complementar a Portela, mas exclui por completo a Ota.

O estudo, divulgado terça-feira e que foi entregue ao Governo na passada sexta-feira, aponta o Montijo como melhor localização para o aeroporto complementar à Portela, mas admite também como uma boa solução a opção por Alcochete, em conjunto com a Portela.

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