Auto-estrada transmontana é "auto-estrada da justiça" - Sócrates

Figueira da Foz, Coimbra, 17 Mai (Lusa) - O primeiro-ministro José Sócrates apelidou hoje de "auto-estrada da justiça" a futura via que fará a ligação entre Vila Real e Bragança, frisando que com a construção de auto-estradas o Governo aposta na segurança rodoviária.

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"Bragança é o único distrito que não tem um quilómetro de auto-estrada. (...) Lançamos o concurso, vamos adjudicá-la e vamos construir essa obra, verdadeiramente a auto-estrada da justiça, porque não queremos deixar uma zona do nosso país para trás" disse José Sócrates na Figueira da Foz, discursando durante a inauguração do troço final da A17 Marinha Grande - Mira.

O primeiro-ministro criticou os que contestam os novos investimentos em auto-estradas, frisando que a região transmontana não pode esperar mais.

"Quantos mais anos querem que o distrito de Bragança esteja fora das auto-estradas", inquiriu José Sócrates, acrescentando que a ligação entre Vila Real e Bragança oferece àquela região do país "condições para ter acesso às coisas boas da vida contemporânea".

Por outro lado, o primeiro-ministro classificou as auto-estradas como infra-estruturas "salva vidas", afirmando que nada é mais importante para o país do que o caminho feito nos últimos anos na redução da sinistralidade rodoviária.

Frisando que Portugal foi o segundo país da Europa, a par com a França, que mais reduziu a sinistralidade nas suas estradas, o governante apontou a entrada em funcionamento de auto-estradas como "uma das razões mais importantes" para essa prestação.

"O aumento das condições de segurança e de conforto reduz a sinistralidade e, em particular, a sinistralidade grave", disse José Sócrates.

Aludindo aos nove anos que mediaram entre o lançamento do concurso da A17 e a sua conclusão, o primeiro-ministro considerou como "raras" as oportunidades na vida de um político "para estar num Governo [o de António Guterres] quando se lança um concurso e estar noutro Governo [o actual] quando se inaugura esta obra".

"Não digo isto com satisfação, preferia que esta obra já estivesse pronta há uns anos atrás, porque é indiscutivelmente uma prioridade para esta região, uma obra de grande impacto regional", sustentou.

Por seu turno, o Ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações Mário Lino disse que o novo modelo de gestão e financiamento aprovado pelo Governo permite que o período que medeia entre o lançamento do concurso e a adjudicação das novas concessões decorra "em menos de um ano" e não em cinco anos como sucede com a A17.

"E o meu objectivo é chegar aos 8 meses", afirmou Mário Lino.

Sobre a futura auto-estrada transmontana, o titular da pasta das Obras Públicas disse que o concurso foi lançado em Novembro de 2007 e as propostas estão neste momento a ser apreciadas.

Com a inauguração hoje do troço final de 60 quilómetros entre o Louriçal e Mira passa a ser possível a ligação directa, pelo litoral, entre Lisboa e Aveiro. A ligação ao Porto, de alternativa à A1, será concretizada assim que estiver concluído o troço da A29 entre Estarreja e a A25 (Aveiro -Vilar Formoso), onde a A17 entronca.

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