Avaliação da `troika` comprova fiabilidade das contas dos bancos, diz Carlos Costa
Lisboa, 03 fev (Lusa) - As recentes inspeções feitas pela `troika` às contas dos bancos portugueses confirmam que os números apresentados estão em conformidade com a realidade, com um pequeno desvio de três para mil, revelou hoje o governador do Banco de Portugal.
Segundo Carlos Costa, as avaliações da `troika` mostram que as contas registadas pelos bancos portugueses são fiáveis, já que há apenas uma diferença de "três para mil" nos números apresentados pelas instituições e os apurados pelos avaliadores.
Na prática, isto significa que em cada mil euros, só há um desvio de três euros.
"Os testes feitos aos bancos no quadro da assistência financeira a Portugal demonstram que estes tinham a sua contabilidade correspondente ao quadro patrimonial", disse aos jornalistas, à margem de um evento em Lisboa.
E, de acordo com o governador, "está agora em curso a segunda fase do processo de inspeção aos bancos para avaliar a sua resiliência face a uma degradação da conjuntura", mas, adiantou, "os bancos estão melhor preparados atualmente para um ambiente desfavorável".
Daí, Carlos Costa ter realçado que os prejuízos da banca portuguesa relativos a 2011 resultam de fatores não recorrentes, e que as medidas que têm vindo a ser tomadas no setor tornam os bancos nacionais mais sólidos do que eram antes da crise.
"A banca está agora mais capitalizada, mais transparente e menos alavancada do que há um ano", o que demonstra o compromisso com o programa de assistência financeira internacional, defendeu o governador.
No âmbito do pacote de ajuda financeira a Portugal, foi criada uma linha de 12 mil milhões de euros, destinada à recapitalização dos bancos portugueses que necessitem de recorrer a este mecanismo de forma a reforçarem os seus rácios de capital para os níveis exigidos pelas autoridades.
Os bancos têm evitado recorrer a esta linha de apoio estatal, que Carlos Costa apelida de "última linha de defesa" para a banca portuguesa.