Banco BIC cresce para a República Democrática do Congo e Namíbia depois de Portugal
Lisboa, 07 Mai (Lusa) - O Banco BIC vai expandir-se para a República Democrática do Congo e Namíbia, depois de Portugal, numa estratégia de apoio à internacionalização das empresas angolanas e portuguesas, revelou hoje à Agência Lusa o presidente executivo do banco angolano.
"Temos capacidade e uma base de clientes que nos permite trabalhar noutros mercados", afirmou em declarações à agência Lusa Fernando Teles, presidente executivo do BIC em Angola e presidente não executivo do banco em Portugal, além de um dos principais accionistas da instituição.
"Portugal é só o primeiro [mercado na internacionalização] e posso adiantar que já tomámos a decisão de iniciar também a actividade no Congo democrático e Namíbia", revelou à agência Fernando Teles.
A estratégia de internacionalização do BIC segue "as necessidades dos clientes", sustenta o presidente da instituição financeira de capitais angolanos e portugueses, que inicia operações em Portugal na quinta-feira, com o Banco BIC português.
"O Banco BIC representou 34 por cento do movimento cambial em Angola", numa área de negócio em que já em 2007 era líder, revelou o gestor, que adianta que o banco "tem uma base de clientes, também no exterior, que lhe permite trabalhar noutros mercados".
Fernando Teles foi o criador do banco, em Abril de 2005, e é um dos principais accionistas, com 20 por cento do capital, logo a seguir ao grupo de Américo Amorim e a uma sociedade de participações de Isabel dos Santos, cada um com 25 por cento do capital.
Desde então é presidente executivo do BIC Angola, funções que manterá e vai acumular com as de presidente do conselho de administração não executivo no Banco BIC Português, o banco de direito português do grupo.
A instituição portuguesa terá uma estrutura accionista igual à do banco em Angola e a actividade estará direccionada para a internacionalização das empresas e investimentos angolanos, em Portugal mas também no resto da Europa, e a gestão dos fluxos financeiros entre os dois países, disse hoje à agência Lusa o presidente executivo do BIC português, Mira Amaral.
ANP.