Banco Central reduz previsão de crescimento em 2011 pela segunda vez consecutiva
Rio de Janeiro, 22 dez (Lusa) - O Banco Central do Brasil reduziu hoje de 3,5 por cento para 3,0 por cento a estimativa de crescimento do país para 2011, informa o Relatório trimestral de Inflação.
Esta é a segunda vez consecutiva no ano que a instituição monetária reduz a sua previsão de crescimento da economia brasileira.
No primeiro relatório, a estimativa de crescimento era de 4 por cento, valor que foi revisto para 3,5 por cento na penúltima avaliação, divulgada em setembro.
O Banco Central brasileiro atua de forma independente e as suas expectativas são diferentes da previsão oficial do Governo, que trabalha com a previsão de 3,8 por cento para o crescimento do PIB em 2011.
Para justificar a nova redução, a instituição destaca as políticas monetárias adotadas entre o final de 2010 e meados de 2011, além da "deterioração do cenário económico global", diz o relatório.
Separadamente, a agropecuária foi o único setor a apresentar melhora nas previsões, passando de 2,1 por cento, na expectativa do terceiro trimestre, para os atuais 2,9 por cento.
Ainda assim, o valor fica muito abaixo dos 6,3 por cento registados em 2010.
Para a indústria, a estimativa caiu de 2,3 por cento para 2,0 por cento, face ao crescimento de 10,4 por cento no ano passado.
O setor de serviços figura entre as maiores reduções, tendo passado de uma previsão de crescimento de 3,5 por cento para 2,9 por cento.
Em 2010, os serviços foram responsáveis por uma subida de 5,5 por cento.
A previsão de inflação para 2011 foi de 6,5 por cento, valor que representa o teto da meta estabelecida pelo governo.
O governo federal trabalha com uma meta de inflação de 4,5 por cento por ano, com dois pontos percentuais de margem de erro, para mais ou para menos.