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Banco de Portugal confirma Vítor Bento na presidência do Novo Banco

Banco de Portugal confirma Vítor Bento na presidência do Novo Banco

Lisboa, 04 ago (Lusa) - O Banco de Portugal (BdP) confirmou hoje o nome de Vítor Bento para liderar o Novo Banco, que vai concentrar os ativos considerados bons do Banco Espírito Santo (BES).

Lusa /

Em comunicado hoje enviado, a instituição liderada por Carlos Costa confirmou que o antigo presidente da rede de multibanco SIBS, Vítor Bento, vai assumir a liderança do Novo Banco, depois de ter sido escolhido para presidir o BES após a saída do líder histórico Ricardo Salgado.

José Honório, que esteve na equipa de reestruturação do Grupo Espírito Santo (GES) e que foi nomeado vice-presidente do BES quando Vítor Bento assumiu a liderança do grupo, vai igualmente ocupar a função de vice-presidente no Novo Banco.

Também João Moreira Rato, que deixou a presidência do IGCP, a agência que gere a dívida pública portuguesa, para assumir a administração financeira do BES depois da saída de Salgado, se mantém na equipa de Vítor Bento como vogal.

O Conselho de Administração do Novo Banco vai ainda incluir como vogais Jorge Martins e José Maria Mello Franco, que já eram quadros do BES.

O BES, tal como era conhecido, acabou este fim de semana depois de o Banco de Portugal ter anunciado a sua separação num `banco bom`, denominado Novo Banco, e num `banco mau` (`bad bank`).

O Novo Banco fica com os ativos bons que pertenciam ao BES, como depósitos e créditos bons, e recebe uma capitalização de 4.900 milhões de euros enquanto o `bad bank` ficará com os ativos tóxicos.

O capital é injetado no Novo Banco através do Fundo de Resolução bancário, criado em 2012, para ajudar a banca a resolver os seus problemas. Como o fundo é recente, a solução passa por ir buscar a maior parte das verbas ao dinheiro da `troika`, cerca de 4.400 milhões de euros, ficando os restantes 500 milhões de euros a cargo do Fundo de Resolução, o que obrigará a uma contribuição extraordinária dos bancos que o constituem.

Já os ativos problemáticos do BES, caso das dívidas do Grupo Espírito Santo e a participação no BES Angola, ficam no chamado `bad bank`. Este terá uma administração própria, liderada por Luís Máximo dos Santos, segundo o jornal Expresso, e não terá licença bancária.

Após o anúncio do BdP, o Governo, através do Ministério das Finanças, afirmou que os contribuintes não terão de suportar os custos relacionados com o financiamento do BES e a Comissão Europeia anunciou aprovar solução, que está em linha com as regras de ajuda da União Europeia.

O Novo Banco será liderado por Vítor Bento, que substituiu o líder histórico Ricardo Salgado à frente do BES e a quem coube dar a conhecer prejuízos históricos de quase 3,6 mil milhões de euros no primeiro semestre.

Os maus resultados foram atribuídos a "fatores de natureza excecional ocorridos" durante o exercício e foram apresentados depois terem sido detetadas irregularidades na `holding` de topo do GES, a Espirito Santo International (ESI), que avançou com um pedido de proteção dos credores em julho, sendo seguida por mais quatro entidades do GES: Rioforte, Espirito Santo Financial Group (ESFG), Espirito Santo Financial Portugal e Espírito Santo Financière (ESFIL).

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