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Banco de Portugal perdeu tempo precioso para resolver crise do Banif

Banco de Portugal perdeu tempo precioso para resolver crise do Banif

Jorge Tomé revelou à RTP que há seis interessados na compra dos 60% do Estado na instituição.

Maria Nobre, Carlos Valente /
O Banif está debaixo de todos os holofotes, com notícias que apontam para o fecho do banco ou para separação em dois - em bom e mau - tal como aconteceu ao BES. O presidente, em declarações exclusivas à RTP, garante que o que se escreve não é verdade.

No mesmo sentido aponta o Banco de Portugal. Mais de 24 horas depois das notícias que vaticinavam o fim do banco, o regulador escreve: "O Banco de Portugal, em articulação com o Ministério das Finanças, está a acompanhar a situação do Banif, garantindo, como é da sua competência, a estabilidade do sistema financeiro, bem como a segurança dos depósitos."

Sem se alongar, o comunicado do Banco de Portugal sublinha também que a esta altura decorre o processo de venda, levado a cabo pela administração do Banif. À venda está a posição de 60% do Estado no banco, que resultada do dinheiro emprestado ao Banif.

O jornal Público escreve esta terça-feira que uma decisão sobre o que fazer ao Banif foi sendo sempre adiada, quer pelo anterior governo, quer pelo Banco de Portugal, porque sempre se acreditou que o processo teria um desfecho positivo e porque em mãos estava também a venda do Novo Banco.

O jornal escreve até que em outubro a PwC, auditora das contas do banco, enviou uma carta ao regulador onde mostrava preocupação com o Banif e alertava para os riscos na demora em encontrar uma solução. Só um mês depois é que o regulador terá pedido a Jorge Tomé para encontrar um novo acionista, com urgência, até ao início deste mês. É isso que o Banif diz estar a fazer.

Um dossier que o governo quer resolver até ao final do ano, antes que entrem em vigor novas regras europeias que podem complicar o processo
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