Banco do Japão efectuou a sua mais forte injecção de capital

Tóquio, 09 Out (Lusa) - O Banco do Japão anunciou hoje a injecção de um total de 4.000 biliões de ienes (30 mil milhões de euros) no mercado bancário, a maior intervenção de urgência desde que estas começaram a 16 de Setembro.

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O BoJ procedeu a esta injecção de capital em três fases, concedendo duas vezes 1000 biliões de ienes durante a manhã e posteriormente mais 2.000 biliões de ienes de tarde, para responder à necessidade de liquidez por parte dos bancos.

O banco central japonês interveio no mercado pelo 17º dia útil consecutivo.

Esta foi a primeira vez que o banco injectou tal quantidade de dinheiro em apenas um dia desde o início da crise financeira.

Os dois primeiros pedidos de oferta de hoje foram formalmente subscritos.

Os bancos pediram um total de 2.630 biliões no primeiro pedido de oferta, que termina a 14 de Outubro, com uma taxa de juro média de 0,749 por cento.

Para o segundo pedido de oferta, que termina a 15 de Outubro, a procura subiu aos 3.038,5 biliões e a taxa de juro média fixou-se nos 0,756 por cento.

Os resultados do terceiro pedido de oferta devem ser anunciados mais tarde pelo banco central.

Estas injecções de fundos tiveram lugar via operações de "open market", que consistem no empréstimo de fundos pelo banco central aos bancos privados durante um curto período, tomando os activos como garantia (geralmente os títulos do Tesouro), para aumentar a liquidez no mercado.

O Banco do Japão recusou quarta-feira juntar-se à baixa simultânea das taxas de juro decidida pelos seis grandes bancos centrais mundiais, como a Reserva Federal Norte-americana (Fed) e o Banco Central Europeu (BCE), manifestando o seu "forte apoio" a esta iniciativa concertada.

O BoJ justificou a sua abstenção pelo nível extremamente baixo das taxas de juro do Japão (0,50 por cento), que lhe oferecem uma margem de manobra reduzida.

A instituição considerou igualmente que, graças às injecções contínuas de liquidez, o mercado monetário japonês está "estável em comparação com os outros países industrializados".

LMP


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