Economia
Barroso propõe reforço do fundo europeu de resgate
Durão Barroso convidou os líderes europeus a reavaliarem o Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF). Numa carta enviada aos chefes de estado europeus, o presidente da Comissão Europeia apela ao sentido de urgência desta medida, dados os sinais de contágio a Espanha e a Itália. Os governos da Alemanha e da Holanda fizeram saber que, antes de novo debate, é preciso implementar as decisões da cimeira de julho.
Este é o segundo alerta de Durão Barroso aos países do Euro em 48 horas. Ontem, Barroso apelava aos líderes europeus para adoptarem quanto antes as medidas decididas na cimeira de 21 de Julho.
Numa carta dirigida aos líderes da União Europeia conhecida hoje, Durão Barroso “convida-os a uma rápida reavaliação dos elementos relativos ao Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF) e ao mecanismo que lhe sucedeu, com vista a assegurar que estão devidamente equipados para lidar com os riscos de contágio”.
Questionado sobre se tal poderia significar um aumento do fundo, uma porta-voz da Comissão Europeia confirmou que esse aspecto se incluía nos elementos de reavaliação colocados à discussão.
O Fundo, criado em 2010 com um nível de garantias na ordem dos 750 milhões de euros e com uma capacidade efetiva imediata de 440 milhões de euros, é julgado insuficiente para socorrer países como a Itália.
Barroso prevê que a crise possa atingir outros países, para além dos da periferia da Zona Euro que são considerados mais frágeis. O risco de contágio da crise da dívida está a afectar, esta semana, a Itália e Espanha, sendo “motivo de profunda preocupação”.
No entanto, outros países menos endividados e com melhores avaliações das agências de notação financeira ficaram igualmente sob pressão pelos mercados, verificando a subida para níveis recorde dos juros que pagavam para se financiarem.
Na carta, Durão Barroso reconhece igualmente que “as decisões audaciosas tomadas aquando da cimeira da Zona Euro a 21 de julho não surtiram os efeitos esperados sobre os mercados”. As decisões da cimeira ainda não foram ratificadas pelos Estados-membros.
Além de aprovar o segundo plano de ajuda à Grécia, a cimeira definiu alterações no FEEF que poderão intervir sobre o mercado secundário da dívida e ajudar, quando necessário, a recapitalizar certos bancos em dificuldades. Estas medidas terão ainda de ser sujeitas a aprovação pelos parlamentos nacionais, depois do verão.
O presidente da Comissão Europeia divulgou esta carta aos dirigentes europeus como forma de “acelerar os procedimentos para a implementação destas decisões para tornar operacionais em breve as capacidades do FEEF”.
Alemanha e Holanda rejeitam proposta
A missiva do presidente da Comissão Europeia poderá não surtir os efeitos pretendidos, a julgar pelas primeiras reações nos ministérios alemão e holandês das Finanças.
Uma fonte do ministério alemão sustenta que a prioridade será a ratificação dos acordos já existentes, em vez de os alterar. “Não é claro como a reabertura do debate apenas duas semanas após a cimeira poderá contribuir para a acalmia dos mercados”, comentou um porta-voz alemão.
Também a Holanda defende a implementação do acordo de julho, em detrimento de um novo debate em torno do FEEF.
“Estamos a trabalhar bem para implementar as decisões tomadas na cimeira europeia de 21 de julho. A nossa atenção deve estar concentrada nisto. Portanto, não é significativo abrir uma nova discussão”, reagiu, por seu lado, o ministério holandês das Finanças.
Numa carta dirigida aos líderes da União Europeia conhecida hoje, Durão Barroso “convida-os a uma rápida reavaliação dos elementos relativos ao Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF) e ao mecanismo que lhe sucedeu, com vista a assegurar que estão devidamente equipados para lidar com os riscos de contágio”.
Questionado sobre se tal poderia significar um aumento do fundo, uma porta-voz da Comissão Europeia confirmou que esse aspecto se incluía nos elementos de reavaliação colocados à discussão.
O Fundo, criado em 2010 com um nível de garantias na ordem dos 750 milhões de euros e com uma capacidade efetiva imediata de 440 milhões de euros, é julgado insuficiente para socorrer países como a Itália.
Barroso prevê que a crise possa atingir outros países, para além dos da periferia da Zona Euro que são considerados mais frágeis. O risco de contágio da crise da dívida está a afectar, esta semana, a Itália e Espanha, sendo “motivo de profunda preocupação”.
No entanto, outros países menos endividados e com melhores avaliações das agências de notação financeira ficaram igualmente sob pressão pelos mercados, verificando a subida para níveis recorde dos juros que pagavam para se financiarem.
Na carta, Durão Barroso reconhece igualmente que “as decisões audaciosas tomadas aquando da cimeira da Zona Euro a 21 de julho não surtiram os efeitos esperados sobre os mercados”. As decisões da cimeira ainda não foram ratificadas pelos Estados-membros.
Além de aprovar o segundo plano de ajuda à Grécia, a cimeira definiu alterações no FEEF que poderão intervir sobre o mercado secundário da dívida e ajudar, quando necessário, a recapitalizar certos bancos em dificuldades. Estas medidas terão ainda de ser sujeitas a aprovação pelos parlamentos nacionais, depois do verão.
O presidente da Comissão Europeia divulgou esta carta aos dirigentes europeus como forma de “acelerar os procedimentos para a implementação destas decisões para tornar operacionais em breve as capacidades do FEEF”.
Alemanha e Holanda rejeitam proposta
A missiva do presidente da Comissão Europeia poderá não surtir os efeitos pretendidos, a julgar pelas primeiras reações nos ministérios alemão e holandês das Finanças.
Uma fonte do ministério alemão sustenta que a prioridade será a ratificação dos acordos já existentes, em vez de os alterar. “Não é claro como a reabertura do debate apenas duas semanas após a cimeira poderá contribuir para a acalmia dos mercados”, comentou um porta-voz alemão.
Também a Holanda defende a implementação do acordo de julho, em detrimento de um novo debate em torno do FEEF.
“Estamos a trabalhar bem para implementar as decisões tomadas na cimeira europeia de 21 de julho. A nossa atenção deve estar concentrada nisto. Portanto, não é significativo abrir uma nova discussão”, reagiu, por seu lado, o ministério holandês das Finanças.