Bastonário dos Economistas diz que BdP tinha obrigação de saber situação no BCP

Lisboa, 07 Jan (Lusa) - O bastonário da Ordem dos Economistas, Francisco Murteira Nabo, considerou hoje que o Banco de Portugal tinha obrigação de saber o que se passava no BCP, mas defendeu que Vítor Constâncio deve manter-se como Governador.

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"Não conheço os mecanismos de supervisão do Banco de Portugal, mas penso que teria os suficientes para saber o que estava a acontecer", disse Murteira Nabo, à margem da sua tomada de posse como bastonário da Ordem dos Economistas.

"Tinha a obrigação de saber. Se não sabia é grave", sublinhou o bastonário, acrescentando, no entanto, que Vítor Constâncio tem sido "um excelente Governador" do Banco de Portugal, pelo que se deve manter no cargo, pelo menos até à conclusão da investigação.

Murteira Nabo salientou que o problema foi a politização dada à questão BCP.

Em meados de Dezembro, o investidor Joe Berardo, um dos principais accionistas do BCP, comunicou ao Procurador-geral da República (PGR) situações que considera irregulares no banco, envolvendo empresas off-shore e pessoas individuais, tendo essas denúncias sido igualmente entregues ao Banco de Portugal (BdP) e à CMVM.

A 26 de Dezembro o Banco de Portugal abriu um processo de contra-ordenação ao BCP e a membros dos seus órgãos sociais, com base em factos relacionados com 17 entidades off-shore, e acusa o banco de ter sempre ocultado informação relacionada com esta matéria.

TSM.

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