BBVA melhora previsão de crescimento de Portugal para "entre 2% e 2,5%" este ano
O BBVA admite agora que a economia portuguesa possa crescer "entre os 2% e os 2,5%" este ano, melhorando a projeção anterior que apontava para uma evolução de 1,7%.
No Observatório Económico de junho hoje divulgado, o banco espanhol antecipa que, no segundo trimestre deste ano e tendo em conta a informação já disponível, o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) "se situará em cerca de 0,5%" em cadeia.
A confirmar-se esta projeção, isso colocará o crescimento deste trimestre "abaixo do observado em trimestres anteriores", mas, apesar disso, o BBVA afirma que, para o conjunto do ano, "é muito provável" que o crescimento da economia portuguesa "se venha a situar entre os 2% e 2,5%", acima da previsão anterior, de 1,7%.
Recordando que "o ritmo de crescimento da economia portuguesa durante o primeiro trimestre de 2017 acelerou" para os 1,0% em cadeia, "ultrapassando a estimativa do BBVA", que apontava para um crescimento de apenas 0,2% face ao trimestre anterior, o banco espanhol refere que este desempenho trimestral melhor do que o esperado "deveu-se à contribuição positiva do setor externo (0,8 pontos percentuais), dada a força que as exportações voltaram a mostrar num ambiente de desaceleração das importações".
Por outro lado, "o consumo privado avançou menos do que em trimestres anteriores, enquanto o investimento caiu, após o forte crescimento do quarto trimestre de 2016", concluindo o BBVA que "o resultado foi uma pobre contribuição da procura interna para o crescimento".
Olhando já para o segundo trimestre, o BBVA indica que "os poucos dados conhecidos" relativos a abril, bem como "a previsão de que parte dos suportes do crescimento do primeiro trimestre se reverterão" fazem antecipar "uma estabilização do crescimento em taxas próximas dos 0,5% em cadeia nos próximos trimestres".
O BBVA antecipa que o desempenho da economia no segundo trimestre se deva à "continuac¸a~o do bom desempenho das exportac¸o~es, da progressiva moderac¸a~o que se espera da variac¸a~o no consumo privado e da previsi´vel recuperac¸a~o do crescimento das importac¸o~es".
Assim, o banco argumenta a sua previsão de desaceleração do crescimento económico entre abril e junho face ao que se verificou no primeiro trimestre com "o maior crescimento esperado das importações" e com "a debilidade que o investimento continua a mostrar".
Ainda assim, "o efeito do forte crescimento já observado no primeiro trimestre de 2017" e "a boa evolução das exportações" levam a uma revisão em alta da previsão de crescimento para 2017, "que poderia chegar a situar-se em cerca de 2% a 2,5%".
A previsão oficial mais recente do Governo é de que o PIB cresça 1,8% este ano.