Economia
BCE aplica novo corte de 25 pontos às taxas de juro diretoras
O Banco Central Europeu reduziu esta quinta-feira as suas taxas de juro diretoras em 25 pontos base. É o oitavo corte em 12 meses. A taxa de depósitos está agora em dois por cento, o patamar mais baixo desde o início de 2023.
Da reunião do Conselho de Governadores do BCE resultou também a redução das taxas de juro das operações principais de refinanciamento e da facilidade permanente de cedência de liquidez, respetivamente, para 2,15 e 2,40 por cento.As decisões saídas de Frankfurt produzem efeitos a partir de 11 de junho.
Também esta quinta-feira foi reduzida em três décimas a inflação média prevista para este ano na Zona Euro, para os dois por cento, em linha com a meta que o Banco Central Europei mantém como referência tendo em vista as decisões de política monetária.
Em comunicado divulgado após a reunião do Conselho de Governadores, a instituição presidida por Christine Lagarde indica ter reduziu em três décimas, para 1,6 por cento, a inflação calculada para o próximo ano, mantendo, por outro lado, inalterada a estimativa para 2027: dois por cento.
Estas revisões em baixa, escreve o BCE, "espelham sobretudo os pressupostos mais baixos para os preços dos produtos energéticos e um euro mais forte"."A maioria das medidas da inflação subjacente sugere que a inflação estabilizará, numa base sustentada, em torno do objetivo de médio prazo de dois por cento do Conselho do BCE".
Na mesma nota, a instituição assinala que o crescimento dos salários "ainda é elevado, mas continua a registar uma moderação notória", com os lucros "a amortecerem parcialmente o impacto do mesmo na inflação".
"Diminuíram os receios de que a incerteza acrescida e a resposta volátil dos mercados às tensões comerciais em abril conduzissem a um aumento da restritividade das condições de financiamento", remata.
Em conferência de imprensa, após o anúncio da decisão relativa aos juros, a presidente do BCE fez referência ao impacto do protecionismo da Administração Trump no comportamento da inflação e no crescimento do bloco da moeda única. Christine Lagarde sustentou ser possível resistir face a tais "choques globais".
O BCE manteve ainda inalterada, em 0,9 por cento, a previsão de crescimento económico da Zona Euro em 2025. Contudo, reviu em baixa de uma décima, para 1,1 por cento, a estimativa para 2026.
c/ Lusa
Também esta quinta-feira foi reduzida em três décimas a inflação média prevista para este ano na Zona Euro, para os dois por cento, em linha com a meta que o Banco Central Europei mantém como referência tendo em vista as decisões de política monetária.
Em comunicado divulgado após a reunião do Conselho de Governadores, a instituição presidida por Christine Lagarde indica ter reduziu em três décimas, para 1,6 por cento, a inflação calculada para o próximo ano, mantendo, por outro lado, inalterada a estimativa para 2027: dois por cento.
Estas revisões em baixa, escreve o BCE, "espelham sobretudo os pressupostos mais baixos para os preços dos produtos energéticos e um euro mais forte"."A maioria das medidas da inflação subjacente sugere que a inflação estabilizará, numa base sustentada, em torno do objetivo de médio prazo de dois por cento do Conselho do BCE".
Na mesma nota, a instituição assinala que o crescimento dos salários "ainda é elevado, mas continua a registar uma moderação notória", com os lucros "a amortecerem parcialmente o impacto do mesmo na inflação".
"Diminuíram os receios de que a incerteza acrescida e a resposta volátil dos mercados às tensões comerciais em abril conduzissem a um aumento da restritividade das condições de financiamento", remata.
Em conferência de imprensa, após o anúncio da decisão relativa aos juros, a presidente do BCE fez referência ao impacto do protecionismo da Administração Trump no comportamento da inflação e no crescimento do bloco da moeda única. Christine Lagarde sustentou ser possível resistir face a tais "choques globais".
O BCE manteve ainda inalterada, em 0,9 por cento, a previsão de crescimento económico da Zona Euro em 2025. Contudo, reviu em baixa de uma décima, para 1,1 por cento, a estimativa para 2026.
c/ Lusa