Economia
BCP teve prejuízo de 786 milhões em 2011
O Millennium BCP teve um prejuízo de 786 milhões de euros no ano passado, acima da média das estimativas dos analistas consultados pela Lusa.
Os fatores extraordinários ascenderam a 972 milhões de euros, a grande fatia dos quais devido às imparidades relacionadas com a Grécia.
O 'core tier 1' do BCP atingiu no ano passado o valor mais elevado de sempre, nos 9,4 por cento, "o dobro do que tinha quando começou a crise", frisou o presidente Santos Ferreira, durante a apresentação das contas. No final de 2010, o 'core tier 1' do BCP era de 6,7 por cento.
Segundo a média das estimativas de quatro analistas, o BCP teria apresentado um prejuízo de 721 milhões de euros.
"Temos um banco sólido, temos solidez por termos sido capazes de limpar uma boa parte do balanço, pelo facto de os fundamentais de negócio estarem a subir e pelo processo de internacionalização", considerou Santos Ferreira.
As perdas em 2011 são explicadas pelo banco com "o aumento de dotações para imparidade do crédito e de outros ativos financeiros e pelos custos associados à transferência parcial de responsabilidades com pensões para a Segurança Social".
Os recursos de balanço de clientes aumentaram 3,3 por cento para 53.060 milhões de euros a 31 de dezembro de 2011, "potenciados pelos depósitos de clientes", informou o gestor. Os depósitos de clientes aumentaram 4,2 por cento para 47.516 milhões de euros.
A carteira de crédito desceu 6,4 por cento para 71.533 milhões de euros, com o rácio de transformação de depósitos em crédito evoluiu favoravelmente para 145 por cento no final do ano passado (há um ano era de 164 por cento).
O rácio de crédito vencido há mais de 90 dias ficou nos 4,5 por cento, "traduzindo a atual envolvente económico-financeira", explicou o banco, e o rácio de cobertura situou-se em 109,1 por cento.
A margem financeira cresceu para 1.579,3 milhões de euros, enquanto os custos operacionais subiram para 1.634,2 milhões de euros.
O 'core tier 1' do BCP atingiu no ano passado o valor mais elevado de sempre, nos 9,4 por cento, "o dobro do que tinha quando começou a crise", frisou o presidente Santos Ferreira, durante a apresentação das contas. No final de 2010, o 'core tier 1' do BCP era de 6,7 por cento.
Segundo a média das estimativas de quatro analistas, o BCP teria apresentado um prejuízo de 721 milhões de euros.
"Temos um banco sólido, temos solidez por termos sido capazes de limpar uma boa parte do balanço, pelo facto de os fundamentais de negócio estarem a subir e pelo processo de internacionalização", considerou Santos Ferreira.
As perdas em 2011 são explicadas pelo banco com "o aumento de dotações para imparidade do crédito e de outros ativos financeiros e pelos custos associados à transferência parcial de responsabilidades com pensões para a Segurança Social".
Os recursos de balanço de clientes aumentaram 3,3 por cento para 53.060 milhões de euros a 31 de dezembro de 2011, "potenciados pelos depósitos de clientes", informou o gestor. Os depósitos de clientes aumentaram 4,2 por cento para 47.516 milhões de euros.
A carteira de crédito desceu 6,4 por cento para 71.533 milhões de euros, com o rácio de transformação de depósitos em crédito evoluiu favoravelmente para 145 por cento no final do ano passado (há um ano era de 164 por cento).
O rácio de crédito vencido há mais de 90 dias ficou nos 4,5 por cento, "traduzindo a atual envolvente económico-financeira", explicou o banco, e o rácio de cobertura situou-se em 109,1 por cento.
A margem financeira cresceu para 1.579,3 milhões de euros, enquanto os custos operacionais subiram para 1.634,2 milhões de euros.