Bill Gates diz que educação é fundamental
O presidente da Microsoft, Bill Gates, destacou hoje a educação como factor fundamental para o desenvolvimento económico e social e elogiou o Governo português pela aposta que está a fazer na tecnologia.
Bill Gates, que falava numa conferência na Fundação Calouste Gulbenkian sobre Inovação, Produtividade e Crescimento, afirmou que, num mundo globalizado, será a educação que vai determinar o futuro de cada indivíduo.
"A educação vai condicionar o que somos, muito mais do que a geografia", afirmou, salientando a necessidade de formação das pessoas para utilizarem as ferramentas tecnológicas.
O presidente da Microsoft, que deverá assinar hoje diversos acordos para desenvolvimento de projectos com o Estado, elogiou o Governo português pelo interesse que mostra em apostar na tecnologia.
"É uma administração muito interessada em apostar na tecnologia e em ser um interveniente [player] no processo", disse.
Apontou, como exemplo desse interesse, o anúncio feito terça- feira pelo primeiro-ministro, José Sócrates, de que 8.200 escolas do ensino básico e secundário estão ligadas à Internet através de banda larga.
"Sinto-me satisfeito com a aposta feita [pelo Governo] na banda larga em Portugal, como acontece na ligação das escolas", disse.
Bill Gates afirma que a evolução das novas tecnologias de informação e comunicações está a alterar o modo como vivemos e como fazemos negócios.
Na sua intervenção, o presidente e maior accionista da Microsoft defendeu que a tecnologia é niveladora, porque coloca todos ao nível das suas capacidades, e torna os indivíduos mais poderosos, pelo acesso que têm à informação e pelo potencial que podem cumprir ao utilizar as tecnologias.
A conferência contou também com a presença de João Castelo Branco, da João Castello Branco, sócio-director da McKinsey de Lisboa, que fez uma análise sobre a evolução da economia portuguesa.
Castelo Branco conclui que o modelo de crescimento registado entre 1985 e 1990, baseado na procura interna, era insustentável e que a sua falência explica a actual situação.
Voltou a referir, também, a análise feita pela McKinsey há três anos hás barreiras existentes na economia portuguesa que impediam uma melhor produtividade, entre as quais se apontavam a informalidade e a burocracia.
Na sua intervenção, Castelo Branco apontou como bom exemplo a "simplificação fiscal que está em marcha e que já começa a ter efeitos visíveis".