Economia
Bitcoin entrou numa realidade de ruas mais apertadas
É uma moeda, mas não é uma moeda. É um produto financeiro, mas também não. Talvez seja aceitável chamar-lhe ativo digital, criptomoeda ou sistema alternativo, mas o problema pode ser esse mesmo. É que a bitcoin está em queda livre. Perdeu 24 por cento nas últimas 24 horas, uma tendência desde o início do ano face ao apertar da malha reguladora e das restrições do mercado tradicional que cristaliza em novas regras essa desconfiança num sistema financeiro que, não sendo novo, ganhou em 2017 uma relevância inesperada.
O último ano foi positivo para a bitcoin, mas a criptomoeda vem enfrentando dificuldades desde dezembro. Esta terça-feira chegou a situar-se nos seis mil dólares, de acordo com o Bitstamp Exchange, menos de um terço dos quase 20 mil que chegou a valer na reta final de 2017.
Os avisos têm vindo a acumular-se em relação aos perigos especulativos da moeda virtual. De Bruxelas veio em finais do ano passado um alerta mais sólido pela mão do vice-presidente da Comissão Europeia. Valdis Dombrovskis pedia às autoridades reguladoras europeias para adaptarem as regras financeiras como remédio para a volatilidade da bitcoin.
São claros os receios em relação a uma “unidade monetária” que começou o ano de 2017 à volta dos 900 dólares para trepar em doze meses até quase 20 mil.
"Riscos evidentes"
Mario Draghi, presidente do Banco Central Europeu, voltou também ele, na segunda-feira, a avisar contra o carácter especulativo da moeda depois de há alguns meses ter advertido contra a ideia dos investidores de que poderiam encontrar na bitcoin um porto seguro e de franco rendimento.
Em carta às lideranças dos três organismos reguladores financeiros da União Europeia – Autoridade Bancária Europeia, Autoridade Europeia de Mercados Financeiros e Autoridade Europeia de Seguros e Pensões de Aposentadoria - Dombrovskis pedia redobrada atenção.
Dombrovskis avisava para “riscos evidentes para investidores e consumidores face à volatilidade, incluindo o risco de uma perde completa de seu investimento e de uma manipulação do mercado”. E o recado encontrou destinatário.
Lavagem de dinheiro
A iniciativa da Comissão Europeia tinha ainda respaldo do outro lado do Atlântico, com a Fed americana a chamar a atenção para a possibilidade de a bitcoin vir a ser um instrumento para lavagem de dinheiro. Uma preocupação que ecoava já no N.º 10 de Downing Street.
A relevância granjeada durante o ano de 2017 acabou por revelar o seu lado negativo para o mercado virtual, precipitando a decisão de algumas das maiores instituições bancárias mundiais. Ontem, o Lloyds Bankin Group – seguindo nos passos de Bank of America, JP Morgan e Citigroup – baniu a compra de criptomoedas com os cartões de crédito. Permite essa compra apenas com cartão de débito.
E o apertar das regras não deverá, entretanto, abrandar e esperam-se nestes próximos dias ou semanas novidades dos reguladores americanos e chineses.
Os avisos têm vindo a acumular-se em relação aos perigos especulativos da moeda virtual. De Bruxelas veio em finais do ano passado um alerta mais sólido pela mão do vice-presidente da Comissão Europeia. Valdis Dombrovskis pedia às autoridades reguladoras europeias para adaptarem as regras financeiras como remédio para a volatilidade da bitcoin.
São claros os receios em relação a uma “unidade monetária” que começou o ano de 2017 à volta dos 900 dólares para trepar em doze meses até quase 20 mil.
"Riscos evidentes"
Mario Draghi, presidente do Banco Central Europeu, voltou também ele, na segunda-feira, a avisar contra o carácter especulativo da moeda depois de há alguns meses ter advertido contra a ideia dos investidores de que poderiam encontrar na bitcoin um porto seguro e de franco rendimento.
Em carta às lideranças dos três organismos reguladores financeiros da União Europeia – Autoridade Bancária Europeia, Autoridade Europeia de Mercados Financeiros e Autoridade Europeia de Seguros e Pensões de Aposentadoria - Dombrovskis pedia redobrada atenção.
Dombrovskis avisava para “riscos evidentes para investidores e consumidores face à volatilidade, incluindo o risco de uma perde completa de seu investimento e de uma manipulação do mercado”. E o recado encontrou destinatário.
Lavagem de dinheiro
A iniciativa da Comissão Europeia tinha ainda respaldo do outro lado do Atlântico, com a Fed americana a chamar a atenção para a possibilidade de a bitcoin vir a ser um instrumento para lavagem de dinheiro. Uma preocupação que ecoava já no N.º 10 de Downing Street.
A relevância granjeada durante o ano de 2017 acabou por revelar o seu lado negativo para o mercado virtual, precipitando a decisão de algumas das maiores instituições bancárias mundiais. Ontem, o Lloyds Bankin Group – seguindo nos passos de Bank of America, JP Morgan e Citigroup – baniu a compra de criptomoedas com os cartões de crédito. Permite essa compra apenas com cartão de débito.
E o apertar das regras não deverá, entretanto, abrandar e esperam-se nestes próximos dias ou semanas novidades dos reguladores americanos e chineses.