Bolsas dão sinais de recuperação após segunda-feira negra

As bolsas mundiais encerraram na segunda-feira com fortes quedas que relembraram a crise financeira de 2008. A compra e a venda de ações nos Estados Unidos chegaram a estar paradas durante 15 minutos. O panorama é agora menos tenso.

RTP /
Carlo Allegri - Reuters

Depois de uma segunda-feira negra para as bolsas mundiais, como reação à queda nos preços do petróleo e ao medo da propagação do novo coronavírus, os mercados recuperaram na manhã desta terça-feira.

Esta terça-feira as principais bolsas europeias tiveram uma subida de três por cento face à queda de segunda-feira, relacionada com os efeitos do novo coronavírus na economia mundial e pela forte queda nos preços do petróleo - a maior desde 1991, ano da primeira guerra do Golfo. Na segunda-feira, os principais índices europeus fecharam com uma queda acima dos sete por cento. A Zona Euro apresentou um recuo de 7,4 por cento.


“Foi um dos piores dias que vivi em bolsa”, afirmou o analista do Oddo Seydler Bank, na Alemanha, Oliver Roth, citado pela AFP.

As principais empresas britânicas assistiram a uma queda de mais de mil milhões de libras, escreve o jornal britânico The Guardian: a BP caiu quase 20 por cento e a Shell cerca de 18 por cento.

Em países como a Alemanha, França ou Espanha, as bolsas de valores caíram cerca de oito por cento, superando a crise da dívida da Zona Euro.

Itália registou uma das maiores quedas, com as ações de Milão a caírem mais de 11 por cento. Nos Estados Unidos, os principais índices caíram de forma tão acentuada que a compra e venda das ações esteve interrompida durante 15 minutos.


Os principais índices financeiros dos Estados Unidos registaram uma queda de mais de sete por cento, enquanto que os índices das principais ações de Londres encerraram a segunda-feira com uma descida de oito por cento.

A região mais afetada pela queda dos mercados de ações foi a América Latina, com um decréscimo de cerca de 13 por cento.

A quebra no petróleo deve-se a uma resolução da Arábia Saudita, que decidiu adotar uma política de “terra queimada”, baixando drasticamente os preços depois do fracasso das negociações com a Rússia, destinadas a aprovar um corte na oferta, com o objetivo de evitar a queda dos preços, relacionados com a preocupação com o COVID-19.

A Bolsa de Lisboa encerrou na segunda-feira com uma queda de 8,6 por cento, a maior desde outubro de 2008.
A Galp liderou as descidas, com 16,52 por cento, como consequência da descida dos preços dos combustíveis.

No resto da Europa, algumas bolsas registaram quedas bastante acentuadas, com Madrid a registar 7,96 por cento, Frankfurt 7,94 por cento e Londres 7,25. O mercado está em pânico devido ao agravamento da epidemia de coronavírus e pela queda do preço do petróleo.
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