Bolsas e euro em baixa mas petróleo sobe 8% com intensificar do conflito
As bolsas europeias e o euro estão hoje em queda, mas o preço do petróleo está a subir com o intensificar do conflito do Irão, à boleia do receio de que os ataques possam fazer disparar a inflação.
O petróleo norte-americano subiu hoje 8% para 72,40 dólares por barril, enquanto o Brent, referência internacional, cresceu 8,8% para 79,30 dólares por barril.
Os contratos de futuros de gás natural na Europa dispararam mais de 40% depois de o Qatar, um dos principais fornecedores ter interrompido a produção.
Já o ouro encareceu 1,2%, com os investidores a procurarem, ativos mais seguros num tempo de incerteza.
A bolsa em Wall Street abriu hoje em terreno negativo, com o índice Dow Jones a perder 0,70% para 48.633,36 pontos e o tecnológico Nasdaq a recuar 0,58% para 22.537,59 pontos.
O agregado S&P 500 foi o mais afetado, caindo 1,09% para 6.804,12 pontos.
No mercado Europeu, a bolsa de Lisboa ficou relativamente estável, ao cair apenas 0,04% para 9.272,47 pontos, mesmo com a Galp a subir mais de 7%.
Contudo, algumas das principais praças europeias registaram quebras acentuadas.
Madrid retrocedeu 2,62%, Frankfurt 2,56%, Paris 2,17% e Londres 1,20%.
Também o euro esteve hoje a perder, depois de na sexta-feira ter voltado a tocar os 1,18 dólares.
Às 18:02 (hora de Lisboa), o euro seguia a 1,1703 dólares, quando na sexta-feira, pela mesma hora, negociava a 1,1817 dólares.
O euro também caiu em comparação com a libra e com o iene.
O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, previu hoje a queda iminente do regime em Teerão, afirmando que se aproxima o dia em que o "valioso povo iraniano rejeitará o domínio da tirania".
"Lançámos esta campanha para afastar qualquer tentativa de renovar ameaças existenciais e também nos comprometemos a criar as condições que permitam ao valente povo iraniano livrar-se do domínio da tirania", afirmou Netanyahu.
"Esse dia está a aproximar-se. E quando chegar, Israel e os Estados Unidos estarão ao lado do povo iraniano. (...) Depende deles", acrescentou o primeiro-ministro israelita, em visita ao local de um ataque com mísseis iranianos que causou nove mortos no domingo em Bet Shemesh, perto de Jerusalém.
O Exército norte-americano elevou hoje para quatro o número de militares mortos na ofensiva contra o Irão, após confirmar que um dos soldados gravemente feridos acabou por sucumbir aos ferimentos.
Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a operação visa "eliminar ameaças iminentes" do Irão e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, justifica a ação conjunta contra o que classificou como uma "ameaça existencial".
O Irão já confirmou a morte do `ayatollah` Ali Khamenei, o líder supremo do país desde 1989 e decretou um período de luto de 40 dias.
Pelo menos 555 pessoas morreram no Irão desde o início dos ataques, segundo a organização humanitária Crescente Vermelho iraniano. O Exército dos Estados Unidos confirmou a morte de quatro militares norte-americanos.
Portugal, França, Alemanha e Reino Unido condenaram os ataques iranianos a países vizinhos.