Bolsas europeias em alta, a seguir Wall Street, com máximos de sempre
Redação, 12 jul (Lusa) -- As principais bolsas europeias abriram hoje em alta, exceto Milão e Madrid, a seguir a tendência registada na quinta-feira em Wall Street, onde o Dow Jones voltou a atingir máximos de sempre na quinta-feira.
A política monetária expansionista para "o futuro imediato é necessária" e "não haverá uma subida automática das taxas de juro quando o desemprego alcançar 6,5%" nos Estados Unidos, (atualmente nos 7,6%) foram as frases do presidente da FED, Ben Bernanke, que levaram de novo o Dow Jones a atingir máximos históricos na quinta-feira.
Às 09:10 em Lisboa, o Euro Stoxx 50, índice que representa as principais empresas da zona euro, estava a subir 0,13% para 2.682,46 pontos.
O principal índice da Bolsa de Londres estava a subir 0,27% e os das bolsas de Paris e de Frankfurt estavam a registar ganhos de 0,15% e de 0,54%, respetivamente.
À mesma hora, o principal índice da Bolsa de Milão estava a descer 0,60% e o de Madrid registava uma perda de 1,11 por cento.
A bolsa de Lisboa estava em alta, com o índice PSI20 a subir 0,45% para 5.447,81 pontos. Das 20 cotações do PSI20, 12 estavam a subir, seis a descer e duas a manter.
Ao nível do mercado cambial, o euro abriu hoje em alta no mercado de divisas de Frankfurt, a cotar-se a 1,30,75 dólares, acima dos 1,3050 dólares do encerramento de quinta-feira e depois de ter atingido, a 01 de fevereiro, o valor mais alto face ao dólar desde novembro de 2011, quando ultrapassou os 1,36 dólares.
O BCE fixou na quinta-feira o câmbio oficial do euro em 1,3044 dólares.
Em Nova Iorque, Wall Street fechou em alta na quinta-feira, com o Dow Jones a subir 1,1% para 15.460,92 pontos, o nível mais elevado desde que foi criado há 128 anos.
A 28 de junho, Wall Street terminou o melhor semestre dos últimos 14 anos, com o Dow Jones - que agrupa 30 das maiores empresas cotadas nos Estados Unidos -- a registar um ganho acumulado de 13,78% desde janeiro.
Na quarta-feira, o presidente da Fed, Ben Bernanke, insistiu na necessidade de continuar as políticas de estímulo económico no "futuro imediato" e assegurou que não há pressa para subir as taxas de juro diretoras da Fed, que atualmente estão já em níveis excecionalmente baixos, entre 0% e 0,5%.
Em meados de junho, as bolsas em todo o mundo afundaram-se depois de Bernanke ter advertido que a instituição tencionava retirar progressivamente o apoio monetário à economia norte-americana.
Segundo o cenário anunciado, a Fed poderia diminuir, a partir deste ano, as injeções de liquidez, atualmente de cerca de 85.000 milhões de dólares por mês, podendo mesmo cessá-las por completo até meados do próximo ano.
O dia também deverá ser marcado pela divulgação da Universidade de Michigan sobre os dados provisórios da confiança dos consumidores dos Estados Unidos na economia durante este mês.
Os investidores também vão estar pendentes publicação da produção industrial na zona euro.
O barril de petróleo Brent para entrega em agosto abriu em baixa, mas acima dos 107 dólares, a cotar-se a 107,62 dólares no Intercontinental Exchange Futures (ICE) de Londres, menos 0,11 dólares que no encerramento da sessão anterior.
Analistas referem que o preço continua a ser pressionado pelo temor dos mercados de que a crise política no Egito e a guerra civil na Síria possam afetar a produção e o transporte do petróleo proveniente do Médio Oriente e do Norte de África.
A preocupação está relacionada com as dificuldades que possam encontrar os petroleiros para cruzar o Canal do Suez, um ponto fulcral do comércio de petróleo do Médio Oriente.
A inquietação pela queda da produção de petróleo na Líbia e na Nigéria também estão a pressionar o preço do petróleo para a alta.