Bolsas europeias em alta animadas com acordo entre EUA e Nato sobre Gronelândia

As principais bolsas europeias abriram hoje em alta, com ganhos em torno de 1%, impulsionadas pelo anúncio feito na véspera pelo Presidente dos EUA, Donald Trump, sobre um acordo com a Nato sobre a Gronelândia.

Lusa /
Reuters

Cerca das 09:30 em Lisboa, o EuroStoxx 600 estava a avançar 1,25% para 610,10 pontos.

As bolsas de Londres, Paris e Frankfurt subiam 0,79%, 1,30% e 1,34%, enquanto as de Madrid e Milão se valorizavam 0,92% e 0,88%, respetivamente.

A bolsa de Lisboa mantinha a tendência de abertura e negociava também em alta, com o principal índice, o PSI, a avançar 1,38% para 8.577,49 pontos, depois de em 16 de janeiro ter atingido 8.639,05 pontos, um novo máximo desde o início de 2010.

Trump anunciou na quarta-feira um acordo com o secretário-geral da Nato, Mark Rutte, sobre a Gronelândia, que será "muito bom para os Estados Unidos e todos os países da Nato" e suspendeu a ameaça de tarifas a partir de 01 de fevereiro contra oito países europeus.

Wall Street encerrou na quarta-feira com ganhos que superaram 1%, enquanto os futuros moderam hoje as subidas para 0,14% no caso do Dow Jones e 0,42% para o Nasdaq.

Na quarta-feira, o Dow Jones terminou a avançar 1,21% para 49.077,23 pontos, depois de ter subido até 49.590,20 pontos em 12 de janeiro, um novo máximo desde que foi criado em 1896.

O Nasdaq, índice de cotadas de alta tecnologia, fechou a subir 1,18% para 23.224,82 pontos, contra o novo máximo de sempre, de 23.958,47 pontos, verificado em 29 de outubro.

Na Ásia, o principal índice da Bolsa de Tóquio, o Nikkei, subiu hoje 1,73%, impulsionado pelas empresas de tecnologia e pelo setor de semicondutores, o índice de referência da Bolsa de Xangai ganhou 0,14% e o da de Shenzhen subiu 0,5%. O Hang Seng de Hong Kong avançava 0,05% pouco antes do final da sessão.

Na agenda macroeconómica do dia, destacam-se na zona euro a publicação do dado preliminar de janeiro da confiança do consumidor, no qual não se esperam grandes mudanças, e nos EUA o deflator do consumo privado (PCE, Personal Consumption Expenditures Price Index), os pedidos semanais de desemprego e o PIB do terceiro trimestre de 2025.

Em Espanha, foram publicados os resultados do Bankinter, que, pela primeira vez na sua história, lucrou mais de 1.000 milhões de euros em 2025 sem extraordinários, especificamente 1.090 milhões de euros, mais 14,4%, graças ao crescimento da atividade comercial e à diversificação das receitas.

No mercado de matérias-primas, o Brent, o petróleo bruto de referência na Europa, para entrega em março, está a recuar 0,46% para 64,95 dólares, contra 65,24 dólares na sessão anterior, e o West Texas Intermediate (WIT), referência nos EUA, também desce, 0,31%, para 60,43 dólares.

Os metais preciosos continuavam a atuar como refúgio contra o risco geopolítico e o preço do ouro disparava para novos máximos históricos.

O preço do ouro, historicamente considerado um ativo de refúgio em tempos de incerteza, continuava hoje a avançar, com a onça a ser negociada a 4.828,65 dólares, um novo máximo de sempre, contra 4.826,46 dólares na quarta-feira.

A onça da prata também estava a subir, para 94,0236 dólares, contra 83,3291 dólares na quarta-feira e o novo máximo de sempre, de 94,6386 dólares, verificado em 19 de janeiro.

No mercado de dívida, os juros da obrigação a 10 anos da Alemanha recuavam para 2,873%, contra 2,881% na quarta-feira.

A bitcoin cai 0,41% e está a ser negociada a 89.813,3 dólares.

O euro recuava para 1,1687 dólares no mercado de câmbios de Frankfurt, contra 1,1708 dólares na quarta-feira e o novo máximo de quatro anos, de 1,1865 dólares, verificado em 16 de setembro do ano passado.

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