BPI bate máximo de mais de quatro anos
As acções do BPI fixaram hoje novo máximo em mais de quatro anos, animadas por rumores acerca de uma eventual Oferta Pública de Aquisição (OPA) e de reforço da posição de alguns accionistas de referência.
Às 15:40 horas, o BPI ganhava 4,66 por cento para 3,37 euros, tendo chegado a negociar num máximo de 3,4 euros, novo máximo desde Março de 2001.
Acompanhando a forte valorização estava também a liquidez, já que o BPI transaccionara 3,4 milhões de acções, cerca de três vezes mais a quantidade média desde o início do ano.
"O BPI está a ser animado pelo ressurgimento dos habituais rumores acerca de uma OPA por parte de uma instituição bancária estrangeira", afirmou à Lusa Vasco Balixa, corretor da Ok2Deal.
"Fala-se de espanhóis, mas tudo isto é ainda campo de especulação, já que não há nada senão rumores", defendeu.
A mesma fonte acrescentou ainda que as compras de hoje poderão estar ligadas ao reforço da participação de um de dois accionistas, o brasileiro Itaú ou o espanhol La Caixa.
Para que se possa consolidar uma participação pelo método de equivalência patrimonial, essa participação tem de ser, no mínimo, de 20 por cento, sendo que o Itáu e o La Caixa têm cerca de 16 por cento.
Outro operador contactado pela Lusa referiu também os rumores acerca de uma OPA, avançando que o próprio BPI estará a "sondar o mercado" para tentar perceber se algo se passa.