BPI diz que participação no BCI é estável e afasta "dúvidas ou questões"

O presidente executivo do BPI, João Pedro Oliveira e Costa, disse hoje que a participação do banco no moçambicano Banco Comercial e de Investimentos (BCI) é estável e que não é o momento para criar "qualquer dúvida ou questão".

Lusa /

João Pedro Oliveira e Costa falava na conferência de imprensa de apresentação de resultados do primeiro trimestre, o banco apresentou lucros de 137 milhões de euros -- menos 13% que no período homólogo --, 98 dos quais em Portugal, 46 milhões de euros em Angola e um contributo negativo de sete milhões de euros em Moçambique.

O presidente executivo do BPI apontou que o BCI "tem apresentado sistematicamente resultados positivos, apesar das evoluções do metical" e que o contributo negativo resultou de reforços de imparidades.

A administradora Susana Trigo Cabral detalhou que as agências de notação financeira S&P, Fitch e Moody`s desceram o `rating` de Moçambique, e isso fez com que o BCI "tivesse que reforçar as imparidades para a carteira de dívida pública", algo que "se reflete nas contas do BCI Moçambique".

Nesse sentido, "como o BPI apropria os resultados do BCI, reflete-se também no contributo" para o banco que integra o grupo espanhol Caixabank.

No primeiro trimestre deste ano, o contributo do BCI para os resultados do BPI foi negativo em sete milhões de euros, contra um contributo positivo de nove milhões de euros um ano antes.

Estas operações de reforço ocorreram em duas vias: um que foi feito no BCI e o que foi feito em Portugal devido à participação do BPI no BCI, totalizando 17 milhões de euros.

Numa conferência de imprensa em que também abordou a venda de parte da participação no Banco de Fomento Angola (BFA), João Pedro Oliveira e Costa registou que "não é o momento para criar qualquer dúvida ou questão" sobre o futuro do banco moçambicano, em que detém uma participação de 35,6%.

"O BCI é uma instituição boa, sólida (...), por isso não vou contribuir para desestabilizar algo que não está a ser pensado" disse, remetendo para a participação do grupo Caixa Geral de Depósitos (CGD), que detém quase dois terços do capital.

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